Polícia deve ouvir outros cinco jovens suspeitos de vandalismo e maus-tratos a animais em SC

Polícia deve ouvir outros cinco jovens suspeitos de vandalismo e maus-tratos a animais em SC

V.M.P., E.Z.H., B.K.S.M., A.T.K. e P.A.M.S.: adolescentes, brancos, com idades entre 14 e 17 anos, ricos e que estudam em um colégio de elite em Florianópolis. Além de pertencerem a famílias importantes e influentes da sociedade, os menores são amigos de infância ou parceiros de viagem ao exterior. Outros se esbarram nos treinos de futebol ou nas festinhas da turma.

Em comum, todos frequentam condomínios de luxo à beira-mar e, em datas festivas e férias, estão reunidos em bando na Praia Brava, importante litoral de Santa Catarina.

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Já as famílias, segundo a apuração, possuem parentesco e vínculos de amizade. Carregam entre si, por exemplo, conexões de trabalho e parcerias comerciais. Há desde empresários e advogados até patentes importantes no Judiciário catarinense e na segurança pública.

Episódios de escândalos, vandalismo, coação de testemunhas, ameaças, quebra-quebra e brigas constantes com prestadores de serviços dos condomínios, além de furtos, uso de álcool e entorpecentes e desrespeito ao sossego alheio: essas famílias foram entrelaçadas em um triste episódio de maus-tratos e morte de animais na região. O caso do cão Orelha escancara o que vai além do joguinho de futebol no fim de tarde na praia ou do encontro da galera para muita bebedeira.

Expõem atrocidades de que seres humanos são capazes na calada da noite. A morte de Orelha comoveu a população, revoltou a sociedade e ganhou páginas policiais internacionais. Ninguém sabe, ninguém viu. Tem de tudo: de fake news ao terrorismo da internet, na tentativa de fazer justiça isolada, até polícia desmentindo a própria polícia.

A jornalista Patrícia Calderón teve acesso a depoimentos importantes da investigação, além de entrevistas exclusivas levadas ao ar na semana passada, que colocam os suspeitos e as famílias no olho do furacão. Segundo apuração da repórter, a polícia deve ouvir, nos próximos dias, outros cinco menores apontados como suspeitos nos episódios de violência e crime na praia da elite.

A polícia já colheu os depoimentos dos menores E.D.M., B.F., I.Z.Z.W. e M.F.S., além dos respectivos responsáveis. Segundo informações internas da polícia, P.K., de 15 anos, não é mais investigado por crimes de vandalismo e maus-tratos na Praia Brava entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. A Justiça já proferiu despacho favorável, afirmando que não há elementos que apontem sua autoria.

Caso Orelha
O cachorro foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro. Laudos da Polícia Científica apontam que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido causada por um chute ou por algum objeto rígido, como uma barra de ferro ou um pedaço de madeira. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária 24 horas depois de sofrer o ataque.

Caso Caramelo
No dia 6, um dia após a morte de Orelha, por volta de 0h20, um grupo de adolescentes foi visto importunando um cão caramelo na praia. O fato foi flagrado por câmeras de segurança da região. Nas imagens, que o Portal LeoDias noticiou com exclusividade, é possível ver os meninos jogando o cão para dentro do Condomínio Itacoatiara duas vezes. Os porteiros tiveram de retirar o animal do local. Segundo a polícia, os adolescentes permaneceram na praia, em frente ao condomínio, fazendo uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes. Na mesma noite, segundo a investigação, o cachorro teria sofrido uma tentativa de afogamento.

O MP devolveu o inquérito, na semana passada, à Polícia Civil para tratar “inconsistências” em detalhes específicos, como instrumentos usados, supostas cenas ou versões gráficas. Para a liberação do laudo pericial, o corpo de Orelha não foi exumado. O MP não descarta essa possibilidade e deve bater o martelo em breve.

Categories: ENTRETENIMENTO
Tags: caso CarameloCaso OrelhaNotícias