O delegado Alexandre Bento afirmou, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (10/2), que a Polícia Civil enfrenta dificuldades para ouvir os sócios da academia C4 Gym devido à atuação de advogados que se apresentam como representantes dos proprietários, mas não formalizam a defesa nem conduzem os clientes à delegacia.
“Desde domingo, vêm advogados dizendo que representam, depois não representam mais, depois voltam a representar e afirmam que vão colaborar com a investigação”, declarou o delegado.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Veja o momento em que mulher sai da piscina passando mal horas antes de morrer por intoxicaçãoFoto: Reprodução Produtos utilizados na piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução Severino Silva, manobrista responsável pela manutenção da piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução Produtos utilizados na piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução
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Segundo Bento, os contatos feitos até agora não resultaram em medidas concretas: “Na verdade, eles vêm aqui para especular sobre o andamento da investigação, se comprometem a apresentar os clientes, mas não apresentam”, disse.
De acordo com o delegado, a polícia aguarda a formalização da representação legal para dar andamento às oitivas: “Estamos aguardando a comprovação, a formalização da representação e a declaração de que determinada pessoa será o defensor deles, além da definição de uma data para estabelecermos a oitiva, mas ainda não tive retorno”, completou.
O delegado explicou que, enquanto os sócios não se apresentam oficialmente, a investigação segue com base nos depoimentos já colhidos, entre eles o do manobrista Severino, que afirmou seguir orientações repassadas à distância sobre o uso de produtos químicos na piscina.
O caso é investigado pela Polícia Civil e apura as circunstâncias da morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após uma aula de natação na unidade da academia, na Zona Leste de São Paulo.