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Opinião

Tragédia em Sena Madureira expõe debate sobre jogos online e responsabilidade dos pais

Por Cris Menezes 19/02/2026 13:25 Atualizado em 19/02/2026 13:25
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Imagem ilustrativa

A morte de uma criança de apenas 10 anos, em Sena Madureira, que supostamente teria tirado a própria vida, gerou comoção profunda na comunidade e abriu um debate delicado e necessário: qual é o papel dos jogos online nesse contexto? E, principalmente, de quem é a responsabilidade?

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A recente reportagem exibida pelo Fantástico reacendeu a discussão ao abordar os riscos presentes em plataformas digitais bastante populares entre crianças e adolescentes, como o Roblox. A pergunta que fica é direta: esses ambientes são apenas jogos ou funcionam, na prática, como redes sociais abertas, onde menores interagem com desconhecidos do mundo todo?

É preciso compreender que muitos desses jogos vão além do entretenimento. Eles permitem conversas em tempo real, criação de salas privadas, trocas de mensagens e interação com pessoas de diferentes países. Em outras palavras, são espaços públicos digitais  e, como qualquer espaço público, exigem vigilância, orientação e presença ativa dos responsáveis.

A tecnologia, por si só, não é vilã. Jogos online podem estimular criatividade, raciocínio e socialização. O problema surge quando há ausência de mediação. Estar dentro de casa, no quarto, diante de um computador ou celular, não significa estar completamente protegido.

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Diante disso, alguns pontos se tornam fundamentais para as famílias:

Mais do que controlar, é preciso dialogar. A construção de confiança é uma das principais ferramentas de proteção.

O caso de Sena Madureira não deve ser tratado com sensacionalismo, mas com responsabilidade. Ele escancara uma realidade: a infância de hoje também acontece no ambiente digital. E assim como ensinamos nossos filhos a atravessar a rua com cuidado, precisamos ensiná-los a navegar na internet com consciência.

Plataformas precisam reforçar mecanismos de segurança. Escolas devem incluir educação digital em suas práticas. Mas os pais têm, sim, o dever de acompanhar, orientar e monitorar cada passo.

A discussão não é sobre proibir tecnologia. É sobre presença, diálogo e responsabilidade compartilhada.

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