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BRASIL

82% dos brasileiros até 40 anos defendem fim da escala 6×1

Por Marleide 12/03/2026 20:10
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Uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados indica que oito em cada dez brasileiros de até 40 anos são favoráveis ao fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um. Segundo o levantamento, 82% das pessoas entre 16 e 40 anos apoiam a mudança desde que não haja redução salarial.

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Considerando todas as faixas etárias, o apoio à proposta também é majoritário. Ao todo, 63% dos brasileiros defendem o fim da escala 6×1, independentemente da discussão sobre possíveis impactos nos salários.

O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (12) e ouviu 2.021 pessoas com 16 anos ou mais em todas as 27 unidades da federação. As entrevistas foram realizadas entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, integrantes da chamada Geração Z, 31% disseram ser totalmente favoráveis ao fim da escala, mesmo que a mudança tenha impacto no salário. Outros 47% afirmaram apoiar a proposta caso não haja redução na remuneração, enquanto 4% se declararam favoráveis, mas sem opinião definida sobre a questão salarial. No total, 82% desse grupo se posicionam a favor do fim do 6×1 sem queda nos ganhos.

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Entre brasileiros de 25 a 40 anos, conhecidos como millennials, 35% afirmaram ser totalmente favoráveis à mudança independentemente do impacto financeiro. Outros 42% apoiam a proposta se não houver redução salarial, enquanto 5% disseram ser favoráveis, mas ainda sem posição definida sobre o tema. Nesse grupo, o apoio total também chega a 82%.

O levantamento aponta que o apoio diminui entre os mais velhos. Entre pessoas de 41 a 59 anos, 62% se posicionam a favor do fim da escala 6×1. Já entre aqueles com mais de 60 anos, o índice cai para 48%.

Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados indicam mudanças na percepção sobre a relação com o trabalho. “Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho”, destaca.

Fonte: Agência Brasil.

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