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Acre está entre os estados com pior eficiência no saneamento e perde mais de 62% da água tratada

Foto: Agência Brasil

Um levantamento nacional divulgado no Dia Mundial da Água, celebrado no último domingo (22), acende um alerta sobre a situação do saneamento básico no Acre. Segundo o estudo “Perdas de Água 2025”, do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, o estado está entre os quatro piores do país em eficiência na distribuição de água.

De acordo com os dados, o Acre registra um índice de perdas de 62,25% na distribuição, ou seja, mais da metade da água tratada não chega às torneiras da população. O percentual é bem superior à média nacional, que é de 40,31%.

Com esse resultado, o estado aparece ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%) entre os piores desempenhos do Brasil, concentrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Outro indicador que reforça o cenário crítico é o de perdas por ligação, que mede o volume de água desperdiçado por ponto de consumo. No Acre, o índice chega a 1.001 litros por ligação por dia — quase três vezes maior que a média nacional, de 348 litros.

Nesse quesito, o estado também figura entre os piores do país, atrás apenas de locais como Amapá e Roraima.

O estudo aponta que estados com altos índices de perdas enfrentam problemas estruturais, como falta de investimentos, baixa eficiência operacional e infraestrutura deficiente. Isso pode gerar impactos como falhas no abastecimento, maior pressão sobre os mananciais e necessidade de obras mais robustas para recuperação do sistema.

Em contraste, estados como Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Paraná apresentam índices bem menores, com perdas inferiores a 35%, indicando maior eficiência na gestão do saneamento.

Brasil ainda longe do ideal

O levantamento também mostra que o Brasil ainda está distante dos padrões internacionais. Enquanto o país perde cerca de 40% da água tratada, países desenvolvidos registram média de aproximadamente 15%.

Além disso, não houve avanços significativos nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice de perdas no país aumentou, ficando ainda longe da meta nacional de 25%.

Os dados reforçam a necessidade de investimentos e melhorias na gestão do saneamento, especialmente em estados como o Acre, onde os índices seguem entre os mais críticos do país.

Com informações via Ac24horas.
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