A repercussão do relato da educadora física Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, ao raspar o cabelo após o diagnóstico de alopecia areata, trouxe visibilidade a uma condição que vai muito além da perda capilar. O caso reacendeu o debate sobre os efeitos físicos e emocionais da doença e a importância de informação e acolhimento.
De acordo com a Dra. Fernanda Nichelle, médica especialista em estética e pós-graduada em dermatologia, a alopecia areata é uma doença autoimune que exige um olhar atento e multidisciplinar. “A alopecia areata é uma doença autoimune em que o próprio organismo passa a atacar os folículos capilares. Isso pode levar à queda em áreas específicas ou até de forma mais extensa, dependendo do caso. Não é apenas uma questão de cabelo, existe um impacto psicológico significativo que precisa ser acolhido”, explica.
Veja as fotosAbrir em tela cheia A influenciadora, de 49 anos, revelou o diagnóstico no último domingo (14/3).Reprodução/@karinalucco Karina Lucco, mãe de Lucas LuccoFoto: Reprodução/Instagram Karina Lucco com roupa de formandaReprodução Instagram
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A especialista ressalta que a condição pode se manifestar de diferentes formas e que é essencial compreender os tipos de alopecia para um diagnóstico correto. “A primeira é a alopecia androgenética, que é a forma mais comum de queda de cabelo e está associada a fatores genéticos e hormonais. Afeta homens e mulheres, mas nelas é conhecida como calvície feminina”, afirma.
Outro quadro frequente é a alopecia de tração, associada a hábitos do dia a dia. “O segundo tipo é a alopecia de tração, geralmente relacionada à tensão repetitiva causada por penteados muito apertados. Esse quadro pode levar ao aumento da testa e ao comprometimento da linha capilar”, diz.
Já a alopecia areata, enfrentada por Karina, apresenta características específicas. “Ela é caracterizada por falhas circulares no couro cabeludo, resultado de uma resposta autoimune em que o sistema imunológico ataca os folículos capilares”, completa a médica.
Além dessas formas, há ainda o eflúvio telógeno, frequentemente ligado a alterações no organismo. “Esse tipo ocorre quando há uma queda significativa dos fios após alterações hormonais, como no pós-parto, durante a amamentação, em dietas muito restritivas ou em períodos de estresse. Existe também a forma crônica, em que o organismo mantém esse padrão de queda contínua”, explica.
Segundo a especialista, apesar das diferentes causas, há tratamentos disponíveis e caminhos para controle da condição. “Hoje contamos com terapias que ajudam a estimular o crescimento dos fios e estabilizar o quadro. O mais importante é buscar avaliação precoce e seguir um plano individualizado, respeitando as características de cada paciente”, orienta.
Por fim, a médica destaca que a exposição de casos como o de Karina contribui para ampliar o entendimento sobre a doença. “Quando alguém compartilha esse processo com verdade, abre espaço para outras pessoas se reconhecerem e procurarem ajuda. Isso também contribui para reduzir o estigma em torno da queda capilar”, conclui.
Além de Karina Lucco, outras famosas também enfrentam o desafio que é tratar a alopecia, entre elas estão a cantora Maiara, que recentemente falou abertamento sobre o processo de tratamento contra a doença, Deborah Secco, Gretchen, Naomi Campbell, Xuxa Meneghel, entre outras.

