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Autor de “Dona Beja” abre o jogo sobre Grazi Massafera: “Não desperdiça nada”

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Autor de “Dona Beja” abre o jogo sobre Grazi Massafera: “Não desperdiça nada”

Se ainda havia alguma dúvida de que Grazi Massafera atravessa uma das fases mais potentes da carreira, o último domingo (29) tratou de encerrar qualquer debate. Ao vencer o Melhores do Ano como Melhor Atriz por Arminda, de “Três Graças”, ela ainda teve seu momento ampliado no palco quando Luciano Huck fez questão de citar também o trabalho da atriz como protagonista de “Dona Beja”, da HBO Max.

A menção em rede nacional não foi gratuita. Nos bastidores da produção, a entrega de Grazi também impressionou quem estava por trás da história. Em entrevista à coluna, o autor do remake, Daniel Berlinsky, detalha como a atriz rapidamente se tornou incontestável no papel.

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“A escolha da Grazi Massafera veio como sugestão da Mônica Albuquerque e, desde o início, me pareceu uma escolha muito adequada. Eu a conhecia como atriz, claro. Mas sabe quando você sente uma coisa e ainda não consegue explicar? Foi assim. Até o momento em que a conheci pessoalmente, na primeira leitura com o elenco, onde ela me abordou pra comentar uma cena. Ali eu tive certeza. Vi nela uma inteligência e uma sensibilidade que iam além da atuação”, contou.

Segundo o autor, foi nesse primeiro contato que ficou claro que a personagem ganharia novas camadas. “A partir desse encontro, me mantive aberto ao que ela quisesse contribuir. E não me arrependi nem por um segundo. A Beja que a Grazi apresenta na tela vai muito além das palavras escritas no papel. Cada olhar, cada emoção, cada respiração. É muito rico o que ela construiu ali. O mundo ganhou uma Beja apaixonadamente desconcertante”, completou.

Ao contrário do que costuma acontecer em projetos desse porte, a atuação de Grazi não provocou mudanças estruturais no texto e isso, segundo Berlinsky, diz muito sobre o nível de precisão do trabalho da atriz.

“Na verdade, foi quase o contrário. O texto já estava pronto quando a Grazi entrou. Fiz apenas ajustes pontuais na leitura inicial, onde a conheci. Depois, não mexi em mais nada. A Grazi não muda o que está escrito. Ela respeita o texto, ela o esmiúça, ela o incorpora. Não perde nada. Não desperdiça nada”, explicou.

O resultado, ainda de acordo com o autor, é fruto de um processo quase obsessivo de construção. “Ela se empenha em conhecer a personagem por dentro, em cada detalhe, antes de colocá-la na tela. Nessa novela, ela encarnou Beja. E fez isso de forma magnetizante. A atuação brilhante que Grazi apresenta não veio de improviso ou ajustes no roteiro. Veio do trabalho minucioso e exaustivo de uma atriz que coloca toda sua alma em cada cena.”

Entre o reconhecimento da indústria, a consagração popular e o respaldo criativo de quem escreve a história, Grazi Massafera consolida um momento raro: o de ser, ao mesmo tempo, protagonista de audiência, de prestígio e de unanimidade — algo cada vez mais difícil na televisão atual.

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