Após mais de seis anos fechado, um dos principais espaços culturais de Rio Branco voltou a funcionar nesta segunda-feira (23). A Biblioteca da Floresta foi reaberta após passar por um amplo processo de revitalização, com melhorias na estrutura, modernização dos sistemas e ampliação das áreas de atendimento ao público.
Localizada no Parque da Maternidade, a biblioteca recebeu intervenções que incluíram desde a atualização das instalações elétricas e do sistema de climatização até adequações para garantir mais segurança e acessibilidade. O prédio também passou a abrigar a sede do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC).
O projeto preservou as características arquitetônicas originais, ao mesmo tempo em que adaptou o espaço às normas atuais. Entre as mudanças, estão a substituição do piso, troca do telhado, pintura geral e reforço no sistema de prevenção e combate a incêndios.
Também foram instaladas rampas laterais, portas de evacuação e melhorias no auditório, que teve o piso elevado para evitar alagamentos. No último pavimento, o espaço ganhou vista panorâmica para o Parque da Maternidade.

Além das mudanças estruturais, a biblioteca teve renovação do mobiliário, reorganização das exposições e ampliação do espaço infantil. As salas de estudo foram climatizadas e o ambiente passou a ser voltado também para atividades culturais, como saraus, apresentações e encontros estudantis.
Reconhecida pelo acervo especializado em temas relacionados à Amazônia, a Biblioteca da Floresta reúne mais de cinco mil títulos, incluindo livros, jornais, pesquisas acadêmicas, filmes e CDs. O espaço ainda mantém coleções dedicadas a nomes da cultura acreana, como Leandro Tocantins e Hélio Melo, além de exposições permanentes com elementos da cultura indígena.
O local estava fechado desde 2019 para reforma e, em 2022, foi atingido por um incêndio que danificou principalmente a parte térrea, onde funcionava o atendimento e ficavam arquivos.
A ordem de serviço para a retomada das obras foi assinada em abril de 2024 pelo governo do estado. O investimento previsto foi de R$ 3,8 milhões, com recursos de emenda parlamentar, e a empresa contratada apresentou proposta de pouco mais de R$ 2,7 milhões para execução dos serviços.
Antes disso, o prédio chegou a ser alvo de apuração por órgãos de controle após denúncias de abandono. Em 2023, o projeto de revitalização foi concluído e o processo de contratação da obra avançou até o início das intervenções.
Com a reabertura, o espaço retoma suas atividades como centro de leitura, pesquisa e difusão cultural na capital acreana.