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Bolsonaro passa mal na prisão, apresenta vômitos e é levado a hospital particular em Brasília.

(Foto: Isaac Fontana/EFE

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado para atendimento médico na manhã desta sexta-feira (13), após apresentar mal-estar enquanto estava detido em Brasília. A informação foi divulgada inicialmente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

Segundo o parlamentar, Bolsonaro acordou com calafrios e episódios intensos de vômito, o que levou à necessidade de atendimento médico. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h40 para atender a ocorrência.

Bolsonaro foi encaminhado ao Hospital DF Star, em Brasília, onde chegou por volta das 8h50 em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Até o momento, o hospital e a unidade prisional não divulgaram detalhes sobre o estado de saúde do ex-presidente.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele está detido na sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, na capital federal.

Histórico recente de problemas de saúde

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Esta não é a primeira vez que o ex-presidente precisa de atendimento médico desde que passou a cumprir pena. Em janeiro deste ano, quando ainda estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Bolsonaro foi levado ao hospital após sofrer uma queda dentro da cela e bater a cabeça em um móvel.

Na ocasião, ele passou por exames neurológicos, como tomografia do crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, que descartaram lesões graves. Após a avaliação médica, foi liberado no mesmo dia.

Antes disso, em dezembro de 2025, Bolsonaro também havia sido internado para realizar uma cirurgia de correção de hérnia inguinal, além de tratar crises persistentes de soluços.

Situação na unidade prisional

Em janeiro, o ex-presidente foi transferido para o batalhão da Polícia Militar conhecido como Papudinha, após solicitação de seus advogados. A unidade oferece estrutura com acompanhamento médico, fisioterapia, barra de apoio na cama e cozinha adaptada.

Apesar de pedidos da defesa para que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar, alegando fragilidade na saúde, as solicitações foram negadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um laudo elaborado por uma junta médica da Polícia Federal concluiu que, embora necessite de acompanhamento médico, Bolsonaro tem condições de permanecer na unidade prisional.

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