A repórter Mônica Apor, do portal LeoDias, visitou a fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, e conversou com Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da companhia no Brasil e responsável pelas áreas comercial e de marketing da BYD Auto. Durante a visita, o executivo destacou o avanço da operação no país e o protagonismo da unidade baiana na estratégia da montadora.
Segundo Baldy, a planta já opera em ritmo acelerado, com produção de um carro por minuto. A expectativa é que, apenas em março, sejam fabricados entre 10 mil e 11 mil veículos no local. “É um volume importante para atender o mercado brasileiro, que segue em crescimento”, afirmou. O executivo também ressaltou o desempenho de vendas da marca, que chegou perto de 12 mil unidades comercializadas no mês anterior.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Alexandre Baldy é o Vice-Presidente Sênior da BYD no Brasil e chefe comercial/marketing da BYD AutoPortal LeoDias Vice-presidente da BYD, Alexandre BaldyReprodução: Portal LeoDias Marina Ruy BarbosaFoto: Divulgação Marina Ruy BarbosaFoto: Divulgação BYDFoto: Divulgação/BYD BYD aposta em autonomia e eficiência com o novo Seal 6 DM-i híbrido plug-inFoto: Divulgação/BYD
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Entre os modelos produzidos está o BYD Dolphin Mini, apontado por Baldy como o carro mais vendido do varejo brasileiro recentemente. Para a empresa, a fabricação nacional reforça o compromisso com o país. “A gente quer mostrar que a BYD é do Brasil, com produção local e o que há de mais moderno sendo feito aqui”, disse.
A operação também tem impacto direto na geração de empregos. Atualmente, a fábrica conta com cerca de 3.500 funcionários diretos, sendo 97% baianos e 60% da própria cidade de Camaçari. Além disso, a empresa abriu mais 3 mil vagas para viabilizar a implementação de um segundo turno de produção. Parte dos trabalhadores, inclusive, já atuou anteriormente na antiga fábrica da Ford na região.
Durante a entrevista, Baldy também comentou sobre a resistência de parte dos consumidores em relação aos carros elétricos. Para ele, essa percepção vem mudando rapidamente diante do cenário econômico. “Isso não é mais o futuro, é o presente. Com o preço da gasolina em alta, o carro elétrico pode ser de cinco a seis vezes mais barato no uso do que um veículo a combustão”, explicou.
Ele destacou ainda os custos de manutenção como outro diferencial relevante. De acordo com o executivo, revisões em modelos elétricos podem ser até 90% mais baratas em comparação com carros tradicionais. Como exemplo, citou que uma revisão do Dolphin Mini aos 20 mil quilômetros gira em torno de R$ 370, enquanto modelos populares a combustão exigem revisões mais frequentes e custosas.
A própria experiência relatada pela repórter durante a viagem até a fábrica reforçou esse argumento. O motorista de aplicativo que a transportou utilizava um veículo da marca e afirmou que a economia com combustível tem sido suficiente para ajudar no pagamento das parcelas do carro.
Para Baldy, esse tipo de relato tem sido comum entre profissionais que dependem do veículo como ferramenta de trabalho. “Motoristas de aplicativo chegam a aumentar a renda em até R$ 3 mil ou R$ 4 mil por mês com a economia. É uma mudança muito significativa”, disse.

