Ronaldo Caiado afirmou que pretende conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, caso seja eleito presidente da República em 2026. A declaração foi feita durante o lançamento de sua pré-campanha pelo PSD, na tarde de ontem (30/03), ao detalhar o que classificou como prioridade de governo.
Segundo o governador de Goiás, a medida seria adotada logo no início de seu mandato como forma de enfrentar o cenário de polarização política no país. “Meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla, geral e restrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer, com muita maestria, a todos aqueles que rebelaram realmente com a verdadeira tentativa de golpe pela Aeronáutica, onde ele disse, ‘me deixem trabalhar e vamos realmente pacificar o Brasil’”, afirmou.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Ronaldo Caiado, governador de Goiás, e Gusttavo LimaReprodução: Redes Sociais Ronaldo CaiadoFoto: Walter Folador/Governo de Goiás Ronaldo Caiado em entrevista falou sobre não ser vice em chapa presidencialReprodução: Instagram/@jornalopcao
Voltar
Próximo
Leia Também
TV
Daniela Abravanel Beyruti recebe Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado no SBT
Política
Atlas: Tarcísio lidera simulação de 2º turno contra Lula, 48,4% a 46,6%
Política
AtlasIntel: pesquisa mostra Centro-Oeste com maior aprovação e rejeição entre governadores
Caiado defendeu que o gesto serviria como ponto de partida para uma nova fase política. “Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma amostra que, a partir dali, eu vou cuidar das pessoas. É aquilo que, como médico cirurgião, foi minha formação e sempre soube fazer”, disse.
Durante o discurso, o pré-candidato reforçou que sua candidatura tem como principal objetivo reduzir a divisão política no país. Para ele, a polarização não é natural da política, mas sustentada por interesses específicos. “A polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Mas por alguém que não é ali parte dela, ou seja, da polarização. E é o que pretendo fazer, chegando à presidência”, declarou.
Ao final, Caiado destacou sua trajetória política para se apresentar como alternativa fora dos polos tradicionais. Ele avaliou que o principal desafio não está apenas em vencer a eleição, mas em garantir governabilidade após o pleito. “É importante que todos entendam que o desafio não é ganhar a eleição do PT apenas, isto é fácil, sem dúvida alguma, no segundo turno ele estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país”, concluiu.

