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Cão comunitário sofre queimadura térmica e polícia investiga mulher; suspeita nega

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Cão comunitário sofre queimadura térmica e polícia investiga mulher; suspeita nega

Alerta de gatilho: maus-tratos contra animais são crimes previstos em lei. Denuncie pelo 190, pela Polícia Civil ou pelo Disque-Denúncia (181).

Um novo caso de crueldade contra um cão comunitário está dando o que falar nas redes sociais e gerou revolta entre os moradores do Setor Castelo Branco, em Goiânia, Goiás. Um cachorro chamado Johnny pela vizinha sofreu queimaduras de terceiro grau em quase 50% do corpo após ser atingido por um líquido no último dia 5 de março.

O caso ganhou enorme repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança, que flagraram o momento em que o ataque aconteceu. Na ocasião, o animal aparece descansando tranquilamente na calçada de uma residência quando uma mulher atira o líquido sobre ele, fazendo o cachorro fugir desesperado em questão de segundos.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Momento em que o cachorro Johnny foi atingidoReprodução / TV Anhanguera Cachorro JohnnyReprodução / TV Anhanguera Cachorro JohnnyReprodução / TV Anhanguera

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Segundo informações do G1, o empresário Wander Rodrigues Borges afirmou que o choro de dor do cachorro foi tão alto que pôde ser ouvido de longe. Quando o cão reapareceu na região, os moradores ficaram chocados com o estado dele. A moradora Cláudia Oliveira e sua família foram os primeiros a prestar socorro, limpando as feridas que já estavam grudadas na carne viva.

“Jogaram óleo nele”, afirmou a vizinha. Apesar de já estar medicado e apresentar uma leve melhora nas feridas, o estado de saúde do doguinho ainda inspira muita preocupação. A técnica em veterinária Estefânia Mota Alves alertou que o cão apresenta febre constante.

Versão da suspeita confronta o laudo da polícia
A mulher que aparece nas imagens, identificada como Cassilda Ferreira de Almeida, negou a acusação. Em entrevista à TV Anhanguera, afiliada da TV Globo, ela tentou se justificar alegando que estava apenas lavando a calçada e que o líquido atirado contra o cão era uma mistura de água comum com água sanitária.

Por outro lado, a declaração da acusada não bate com o laudo da Polícia Civil. De acordo com a delegada Simelli Lemes, do Grupo de Proteção Animal, a perícia solicitada no último domingo (15/3) confirmou oficialmente que as lesões foram causadas por uma severa queimadura térmica. Com a prova técnica em mãos, a polícia convocará os envolvidos para prestarem depoimentos formais.

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