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ENTRETENIMENTO

Clareou celebra 15 anos de carreira e vive nova fase no pagode: “Hoje o gênero está em um momento incrível”

Por Portal Leo Dias 17/03/2026 08:34
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Completando 15 anos de estrada, o grupo de pagode Clareou vive um dos momentos mais especiais de sua trajetória. Liderado por Fernando Mellete, o grupo relembra a virada que transformou a carreira e celebra o atual momento do pagode no Brasil, que voltou a ganhar força nos palcos, nas plataformas digitais e nas rodas de samba pelo país.

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Segundo Mellete, o primeiro grande sinal de que o grupo estava realmente conquistando espaço aconteceu em 2011, quando a roda de samba organizada pelo Clareou começou a atrair cada vez mais público.

“Foi quando a gente percebeu que a parada estava virando. Nossa roda de samba começou a dar muito certo, casa cheia todo domingo, todo mundo cantando nossas músicas. A galera já conhecia as letras, cantava nos shows e nas rádios. Ali a gente sentiu que o Clareou estava começando a ganhar corpo”, relembra.

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Ao longo desses 15 anos, o grupo acompanhou de perto as mudanças da indústria da música, passando pela era dos CDs e DVDs até a consolidação do streaming.

“Quando a gente começou, ali por 2010 e 2011, ainda era um momento muito forte de pirataria. A gente via nossos CDs sendo vendidos em feiras e camelôs, e também vendia CD nas rodas de samba. Depois veio a transição para o digital e o mercado foi mudando. O pagode também cresceu muito junto com essa transformação.”

De acordo com Mellete, o gênero vive hoje uma fase especialmente positiva.

“Depois da pandemia o pagode voltou com muita força. Hoje tem pagode praticamente todos os dias da semana em vários lugares do Brasil. Também vemos grupos de outros estados ganhando destaque, não é mais só Rio e São Paulo. É um momento muito maneiro para quem vive de música.”

Um dos diferenciais do Clareou sempre foi a diversidade de temas nas músicas, o que ajuda o grupo a dialogar com diferentes gerações.

“O Clareou fala de tudo. Tem pagode romântico, música de casal, de traição, de superação, de alegria. Nosso público é muito amplo. Vai de 18 até 55 anos. Não é só a galera mais nova ou só a mais velha. Todo mundo acaba se identificando com alguma música.”

Entre os sucessos que marcaram a carreira do grupo, Mellete destaca alguns momentos decisivos.

“‘Valeu Pra Aprender’ foi a primeira música que tocou muito nas rádios e que a galera começou a cantar de verdade. Foi um divisor de águas para a gente. Já ‘Só Penso no Lar’ ajudou a levar o Clareou para o Brasil inteiro, quando começamos a viajar mais e fazer shows fora do Rio.”

Durante a pandemia, outra música ganhou força especial entre os fãs.

“‘Marra de Durão’ marcou muito aquele período. A gente lançou em setembro de 2020, no auge da pandemia. Nas lives a galera cantava muito, foi uma música que tocou bastante nas pessoas naquele momento difícil.”

Atualmente, uma das canções que mais emociona o público nos shows é “Coragem”.

“Essa música mexe muito com as pessoas. Todo mundo está passando por alguma coisa na vida. Às vezes perdeu um emprego, terminou um relacionamento, está com alguém doente na família. A música acaba virando quase uma mensagem de força.”

Além dos palcos, o grupo também investe em projetos audiovisuais que ajudam a ampliar o alcance do pagode na internet, com gravações especiais disponíveis no YouTube.

E os planos para o futuro já estão em andamento. O Clareou prepara um novo projeto audiovisual que promete ter um significado especial para o grupo.

“A gente quer muito gravar um audiovisual na Rocinha. O Branco é de lá e esse é um sonho antigo nosso. Já tem mais de um ano que conversamos sobre isso. A ideia é gravar no segundo semestre, depois de lançar algumas coisas que ainda estão programadas para o primeiro semestre.”

Com uma trajetória marcada por sucessos, turnês e rodas de samba que se tornaram referência, o Clareou segue firme na missão de levar o pagode para cada vez mais pessoas.

“Hoje o pagode está em um momento muito bonito. E poder continuar fazendo parte disso depois de tantos anos é muito especial para a gente”, conclui Mellete.

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