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ENTRETENIMENTO

Cômite Olímpico Internacional cria teste de gênero e bane mulheres trans do esporte

Por Portal Leo Dias 26/03/2026 10:34
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O Cômite Olímpico Internacional (COI) acaba de anunciar a criação de um teste genético para determinar a presença do gene SRY (que aponta para desenvolvimento biológico masculino) em mulheres. A decisão, na prática, bane mulheres trans de participar de competições esportivas sob guarda-chuva do COI. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (26/03) e foi anunciada pela presidente do COI, Kisty Coventry.

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A decisão já vale para a disputa dos Jogos Olímpicos de Verão de Los Angeles em 2028. No anúncio, Coventry diz ser “um direito das atletas de participarem de competições justas”. A decisão não terá restrição quanto a modalidades esportivas, valendo tanto para competições coletivas como individuais.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução Reprodução Reprodução Cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Tóquio-2021 “passando o bastão” para Paris (Reprodução) Alison dos Santos conquista medalha de bronze em Paris 2024

Crédito: Reprodução/ Wander Roberto/COB Brasil enfrentou os EUA pela semifinal do vôlei feminino, nas Olimpíadas de Paris (Alexandre Loureiro/COB) Reprodução

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“Como ex-atleta, acredito veementemente no direito de todos os atletas olímpicos de participar de competições justas. A política que anunciamos tem base científica e foi elaborada por especialistas médicos. Nos Jogos Olímpicos, mesmo as menores diferenças podem significar a diferença entre a vitória e a derrota. Portanto, está absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina”, afirmou Coventry.

A decisão valerá também para todas as federações internacionais, desde cômites olímpicos de respectivos países, federações internacionais e associações continentais. Os testes serão realizados uma vez na vida e serão feitos de forma não-invasiva, com a coleta de amostras de saliva ou sangue.

O teste será aplicado em mulheres e fará parte do “programa de proteção à categoria feminina”. Segundo o COI, o teste determinará se há a presença fixa do gene SRY, responsável pelo desenvolvimento sexual masculino. Caso o teste aponte para isso, a atleta será impossibilitada de disputar categorias femininas.

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