A Itália perdeu para a Bósnia por 4 a 1 na disputa de pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal e está fora da Copa do Mundo de 2026. Será o terceiro Mundial consecutivo sem a presença da Azzurra, que também ficou de fora em 2018, na Rússia e 2022, no Catar. A última participação da seleção pentacampeã foi em 2014, no Brasil.
À época, a equipe comandada por Cesare Prandelli foi eliminada ainda na 1ª fase, após ficar em 3º do Grupo C, que tinha ainda Costa Rica, Uruguai e Inglaterra — os europeus ficaram pelo caminho. A Itália venceu a Inglaterra por 2 a 1 com gols de Marchisio e Balotelli, mas perdeu as duas outras partidas e não avançou ao mata-mata.
Veja as fotosAbrir em tela cheia O jogo entre Uruguai e Itália também ficou marcada pela mordida de Suárez em Chiellini.Reprodução/TV Globo Escalação da Itália em sua última partida em Copa do Mundo.Reprodução/TV Globo Última participação da Azzurra no mata-mata da Copa do Mundo foi em 2006, ano do tetracampeonato italiano.Reprodução/FIFA Reprodução/@azzurri
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A derrota por 1 a 0 para o Uruguai foi a última partida italiana em Mundiais. O duelo, marcado pela mordida de Luis Suárez em Chiellini, foi realizado na Arena das Dunas, em Natal (RN), em 24 de junho de 2014. Além do zagueiro da Juventus, o time titular tinha outros nomes conhecidos, como Buffon, Pirlo, Verratti e Balotelli. Mas, afinal, como era o mundo na última vez que a Itália jogou a Copa do Mundo?
No futebol, muita coisa mudou!
Naquela partida, a Seleção da Itália foi a campo com: Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Darmian, Marchisio, Pirlo, Verratti, De Sciglio; Balotelli, Immobile. O Uruguai tinha o time titular com Muslera; Cáceres, Godín, Giménez, Álvaro Pereira; González, Arévalo Ríos, Lodeiro, Rodríguez; Suárez, Cavani.
Àquela altura, o Brasil havia acabado de se classificar para as oitavas de final da Copa do Mundo. O clima era de expectativa e confiança pelo hexacampeonato, com o país liderado por Neymar Jr., ainda com 22 anos e recém-chegado no Barcelona. 14 dias depois, na semifinal, a Seleção foi goleada pela Alemanha por 7 a 1 e com a ausência do camisa 10, lesionado contra a Colômbia na fase anterior.
No futebol nacional, Palmeiras e Flamengo brigavam contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Realidade bem distante do protagonismo recente das duas equipes no cenário sul-americano. No cenário internacional, Cristiano Ronaldo havia acabado de ganhar sua 1ª Champions League com o Real Madrid e emplacado sua segunda Bola de Ouro consecutiva, a terceira no total.
E por falar nas conquistas merengues: o clube da capital espanhola ainda era treinado por Carlo Ancelotti, hoje técnico da Seleção Brasileira. O protagonista atual do Brasil, Vini Jr., tinha apenas 14 anos e ainda dava os primeiros passos na categoria de base do Flamengo.
TV brasileira e entretenimento
A televisão ainda nadava de braçadas, sem nem imaginar a futura concorrência com o streaming. E muitas figuras e programas tinham outra configuração em 2014. O “Jornal Nacional”, principal telejornal do país, era apresentado por William Bonner e Patrícia Poeta.No horário nobre das novelas, a trama em exibição era “Em Família”, de Manoel Carlos, que faleceu no início de 2026. E “Malhação”, um dos produtos mais tradicionais da Globo, ainda estava no ar diariamente.
Na música, hits como “Happy”, de Pharrell Williams, e “All of Me”, de John Legend, dominavam as paradas. Já no Brasil, o funk e o sertanejo universitário ganhavam cada vez mais espaço nas rádios e plataformas digitais. No cinema, o grande destaque foi “Frozen”, que ainda embalava o público com a música “Let It Go”. No Oscar 2014, destaque para “12 Anos de Escravidão” (Melhor Filme), Matthew McConaughey (Melhor Ator) e Cate Blanchett (Melhor Atriz).
Política
Na política, o Brasil ainda era governado por Dilma Rousseff, que estava em seu 1º mandato. No mesmo ano, ela foi reeleita, enquanto perdeu o cargo após o impeachment de 2016. No resto do mundo, Barack Obama comandava os Estados Unidos, enquanto grandes conflitos atuais, como o a guerra entre Rússia e Ucrânia, além de EUA e Irã, ainda não aconteciam.
Mais de uma década depois, muita coisa mudou, menos a ausência da Itália em Copas do Mundo. A Azzurra segue tentando reencontrar o caminho das grandes campanhas, que não ocorrem desde 2006, justamente no último título mundial da tetracampeã.

