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Conflito no Oriente Médio já provoca aumento de até R$ 0,35 no combustível no Acre

Por Marcos Henrique 10/03/2026 09:40
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O agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, já começa a refletir no preço dos combustíveis no Acre. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac), os postos do estado já enfrentam aumento no custo de compra junto às distribuidoras.

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Segundo a entidade, desde o início da escalada do conflito internacional, foram aplicados dois reajustes lineares pelas distribuidoras sobre gasolina e diesel. Somados, os aumentos chegam a cerca de R$ 0,35 por litro nos novos estoques adquiridos pelos postos.

A alta ocorre após a valorização do barril de petróleo no mercado internacional, que ultrapassou a marca de 100 dólares em meio ao aumento das tensões geopolíticas na região.

Apesar do impacto já percebido na cadeia de distribuição, o sindicato destaca que ainda não houve anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras. Mesmo assim, as distribuidoras já estariam repassando os aumentos gradualmente durante o processo de comercialização.

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Com o custo de reposição mais alto, o Sindepac alerta que os consumidores acreanos podem começar a perceber mudanças nos preços nas bombas ao longo desta semana, conforme os postos passem a receber novos carregamentos com valores reajustados.

O presidente do sindicato, Delano Lima, explicou que os postos são o último elo da cadeia de comercialização e não têm controle sobre os reajustes aplicados anteriormente.

Segundo ele, os combustíveis já chegam aos revendedores com preços definidos pelas distribuidoras e demais custos da cadeia, o que impede qualquer interferência dos postos nos reajustes.

A entidade também ressalta que ainda não é possível prever qual será o impacto final para o consumidor, já que o preço nas bombas depende de fatores como logística, frete, política comercial das distribuidoras e custos operacionais.

Enquanto o cenário internacional segue instável, o Sindepac afirma que continuará acompanhando os desdobramentos do mercado do petróleo e seus efeitos sobre o abastecimento e os preços praticados no estado.

Com informações via Ac24horas.
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