O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu duas novas frentes de polêmica internacional nesta sexta-feira (20/3). Em um duro ataque pelas redes sociais, o republicano disparou contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), chamando os países aliados de “covardes” por supostamente se omitirem na guerra contra o Irã.
Além do atrito com os europeus, o mandatário norte-americano também causou espanto ao sugerir que a Venezuela, recentemente invadida por tropas dos EUA, se torne o 51º estado americano. Em publicação na internet, na Truth Social, ele afirmou que sem os EUA, a aliança não passa de “um tigre de papel”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Donald TrumpReprodução / CNN Brasil Donald TrumpReprodução / YouTube Donald TrumpReprodução / YouTube
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O presidente criticou o fato de os aliados reclamarem da alta nos preços do petróleo, mas evitarem os riscos de uma manobra militar para reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital bloqueada por Teerã por onde escoa cerca de 20% do combustível global. Apesar da declaração agressiva de que os europeus “não quiseram entrar na luta” para impedir o avanço nuclear iraniano, a cobrança ocorreu curiosamente logo após nações sinalizarem que estão prontas para auxiliar na liberação do estreito.
De olho na Venezuela
Longe da crise do petróleo, Trump também movimentou o noticiário geopolítico ao mirar na América do Sul. Acompanhando o mundial de beisebol (WBC), o presidente flertou com a anexação da Venezuela após a seleção do país derrotar os EUA na grande final do torneio.
“Fico me perguntando do que se trata essa magia. Estado nº 51, alguém?”, publicou o republicano após a semifinal contra a Itália, reforçando a provocação com um sucinto “status de estado” logo após a conquista do título pelos venezuelanos. As falas, que misturam ironia esportiva e ambição territorial, chegam em um momento de altíssima tensão. Há apenas dois meses, os Estados Unidos promoveram uma invasão na Venezuela que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro.

