Ícone do site YacoNews

Cuba enfrenta colapso elétrico e população fica sem luz

O sistema elétrico entrou em colapso em Cuba, deixando toda a ilha sem energia pela sexta vez em um ano e meio (Foto AP/Ramón Espinosa)

Cuba voltou a enfrentar um apagão total nesta segunda-feira (16), deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia elétrica. A informação foi divulgada pela União Elétrica de Cuba, responsável pelo sistema energético do país.

De acordo com o órgão, por volta das 16h no horário local (15h em Brasília), houve um colapso no Sistema Elétrico Nacional, provocando a interrupção completa no fornecimento de energia. Em comunicado publicado nas redes sociais, a empresa informou que os protocolos para restabelecimento do serviço foram imediatamente iniciados.

Este é o sexto apagão registrado na ilha em cerca de um ano e meio, segundo informações da agência internacional EFE. A situação ocorre em meio à grave crise energética e econômica enfrentada pelo país, agravada pela escassez de petróleo importado, essencial para o funcionamento das usinas elétricas.

Nos últimos meses, a falta de combustível tem obrigado o governo cubano a implementar apagões programados em várias regiões e a reduzir alguns serviços públicos.

A crise ocorre paralelamente a novos movimentos diplomáticos entre Cuba e os Estados Unidos. No domingo (15), o presidente americano Donald Trump afirmou que o país pode em breve chegar a um acordo com o governo cubano ou adotar outras medidas em relação à ilha.

Já o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou na sexta-feira (13) que Havana iniciou conversas com Washington. Segundo ele, o objetivo das negociações é buscar soluções para as diferenças históricas entre os dois países por meio do diálogo.

Apesar da retomada das conversas, as relações entre os dois governos continuam marcadas por anos de sanções econômicas, tensões diplomáticas e divergências políticas. Enquanto autoridades americanas indicam que qualquer mudança dependerá de concessões por parte de Cuba, o governo da ilha afirma que as negociações devem respeitar a soberania e a independência do país.

Sair da versão mobile