Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima desse tipo de violência ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
O delegado titular da 12ª DP (Copacabana), Ângelo Lages, relatou, durante conversa com a repórter do portal LeoDias, Letícia Campos, as duas outras denúncias de estupro contra os envolvidos no caso de estupro coletivo em Copacabana. Segundo ele, as denúncias vieram à tona após a divulgação das fotos dos quatro réus enquanto estavam foragidos.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Os quatro acusados de estuprar a adolescente de 17 anos em CopacabanaFoto: Divulgação/ PC-RJ Terceiro acusado a se entregar em caso de estupro coletivoReprodução Folhapress/rjtv Polícia do RJ procura por 4 jovens suspeitos de estupro coletivo contra adolescente de 17 anosReprodução ‘Ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida’, conta mãe de adolescente de 17 anos vítima de estupro coletivo no RioFoto: Jornal Nacional/ Reprodução
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Lages contou que o crime da segunda vítima a denunciar ocorreu em 2023, quando a jovem tinha 14 anos e que, na ocasião, ocorreu o mesmo modus operandi: o mesmo menor de idade, que já a conhecia, a atraiu para um apartamento do pai de Mattheus Martins, atualmente com 19 anos, e lá foi estuprada pelos jovens e por mais um adolescente ainda não identificado.
“A segunda vítima, que era uma menina que, na época, tinha apenas 14 anos de idade e que havia acabado de entrar na adolescência, foi vitimada da mesma forma como a adolescente aqui de Copacabana. Ela foi atraída por esse adolescente para um apartamento. O apartamento era do Mattheus, de propriedade do pai do Mattheus, que também participou do crime aqui em Copacabana. Mattheus também foi preso”, explicou o delegado.
De acordo com ele, a mãe dessa segunda vítima esteve na delegacia para prestar depoimento, e a investigação ainda está em fase inicial. “O depoimento é bem chocante, […] a vítima relata que, a todo momento, queria sair do apartamento, queria ir embora, ficou chorando o tempo todo, pedindo para eles pararem, eles ficaram o tempo todo rindo e filmaram o crime que cometeram, inclusive ela não fez denúncia durante todos esses anos porque se sentiu intimidada por essa gravação”, narrou.
A terceira vítima teve um modus operandi diferente, segundo o delegado do caso. “A terceira vítima que apareceu aqui, ela é também aluna do Pedro II e foi vítima durante uma festa dos alunos do Pedro II no salão de festas lá no Humaitá. Eles alugaram para fazer uma festa e, nessa ocasião, só quem cometeu o crime foi Victor Hugo Simonin, não teria mais outro envolvido.”
Em ambos os dois crimes, apesar de já estarem maiores de idade, Mattheus Martins e Victor Hugo poderão responder ao fim das investigações por atos infracionais, já que a ação ocorreu quando ambos eram menores.
Estupro coletivo
Sobre o caso de abuso sexual coletivo da jovem de 17 anos ocorrido no dia 31 de janeiro, Ângelo explicou que a investigação da delegacia está concluída agora que os quatro suspeitos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Victor Hugo Oliveira Simon, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, foram presos e encaminhados para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, onde aguardam a audiência de custódia e irão responder pelos crimes de estupro, com agravante de a vítima ser menor de idade e cárcere privado. Já o menor, que teve sua identidade preservada, está solto e respondendo em liberdade por ato infracional no processo que tramita na Vara da Infância e da Adolescência.

