Este domingo (8/3) foi marcado pela celebração do Dia Internacional da Mulher e, devido aos números alarmantes de casos de feminicídio e agressão contra mulheres, a data também contou com a mobilização de manifestantes em atos por todo o país. As principais capitais, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Olinda e o Distrito Federal, reuniram protestantes contra a violência de gênero.
No Rio de Janeiro, o ato aconteceu em Copacabana, na altura do Posto 3, no mesmo bairro em que, há poucas semanas, uma adolescente foi vítima de um estupro coletivo que chocou o país. Ainda pela manhã, mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) fincaram cruzes na areia da Praia de Copacabana, em protesto com o lema “Parem de nos matar”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Foto: FELIX AVERBUG/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Foto: Pedro Negrão Tomé
Foto: Pedro Negrão Tomé
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Em São Paulo, houve dois atos na Avenida Paulista: um liderado pela deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL), pela vereadora Ana Carolina Oliveira (Podemos) e pela presidente do Podemos, Renata Abreu; e outro, na parte da tarde, com a vereadora Luana Alves (PSOL).
Já na capital mineira, Belo Horizonte, centenas de manifestantes se reuniram na Praça Raul Soares, no Centro da cidade, em um protesto que começou por volta das 9 horas.
Em Salvador, na Bahia, manifestantes pediam por “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”, em ato organizado pelo Movimento 8M, coletivo que reúne organizações e entidades locais sobre o tema.
No Distrito Federal, os atos começaram na parte da tarde, com início na Funarte e seguindo até o Palácio do Buriti, em protesto contra o feminicídio. A manifestação na capital federal também teceu críticas diretas ao governador Ibaneis Rocha e à vice-governadora Celina Leão.
Além das capitais citadas, foram confirmados atos em todas as capitais e em grandes cidades do Brasil, contra o feminicídio e a violência contra a mulher.

