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Dívida por Igor Jesus leva Lyon à Justiça mesmo sem jogador ter atuado. Saiba mais!

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Dívida por Igor Jesus leva Lyon à Justiça mesmo sem jogador ter atuado. Saiba mais!

O Olympique Lyonnais é alvo de uma ação judicial que ultrapassa R$ 330 milhões envolvendo a transferência do atacante Igor Jesus, ex-Botafogo, em um caso que se tornou mais um ponto de tensão nas finanças do clube francês. O jogador, embora incluído na negociação, nunca chegou a atuar pela equipe.

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A disputa foi iniciada em Londres por um fundo vinculado à gestora MC Credit Partners, responsável por cobrar valores relacionados à operação. O processo envolve aproximadamente R$ 225 milhões em dívida principal, somados a cerca de R$ 34 milhões em encargos por inadimplência e juros acumulados.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Lucas Beraldo na disputa de bola com Igor Jesus do BotafogoFoto: Vitor Silva/Botafogo Igor Jesus foi o autor do gol do Botafogo contra o PSG / Reprodução Igor Jesus foi o autor do gol do Botafogo contra o PSG / Reprodução

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A transação está inserida em um contexto de relações internas dentro da Eagle Football Holdings, conglomerado que controla tanto o Lyon quanto o Botafogo e que é ligado ao empresário John Textor. A negociação previa o pagamento parcelado pela transferência do atleta, mas o não cumprimento de uma das etapas desencadeou a disputa judicial.

Acordo reestruturado e inadimplência

Documentos do processo indicam que o contrato inicial foi firmado em outubro de 2024, estabelecendo a transferência de Igor Jesus por 35 milhões de euros, valor que seria quitado em duas parcelas. A primeira delas, prevista para poucos dias após a assinatura, não foi paga.

Diante da pendência, o Botafogo buscou antecipar o recebimento por meio de um fundo de crédito, transferindo os direitos sobre a dívida. Em dezembro do mesmo ano, houve uma reestruturação do acordo, com o Lyon assumindo o compromisso de pagar cerca de R$ 222 milhões em três parcelas anuais, com vencimentos até 2027.

Ainda assim, o clube francês não efetuou o pagamento da primeira parcela dentro do prazo estipulado. Segundo a ação, a pendência também não foi regularizada após o período adicional de 30 dias concedido, o que levou o fundo a exigir judicialmente o valor integral da operação.

Modelo de negócios sob análise

O episódio ocorre em meio a discussões sobre estruturas de multipropriedade no futebol, modelo no qual grupos controlam diferentes clubes e realizam negociações internas de atletas e ativos financeiros. Nesse tipo de operação, direitos econômicos e receitas futuras podem ser utilizados como garantia em acordos com instituições de crédito.

A ação também surge em um momento de instabilidade para o Lyon, que recentemente enfrentou risco de sanções administrativas em função de dificuldades financeiras e elevado nível de endividamento. Em meio a esse cenário, a empresária Michele Kang assumiu a presidência do clube no ano passado, substituindo John Textor na gestão.

Procurados pelo O Globo, representantes do Lyon, do empresário e do fundo responsável pela ação não se manifestaram. O Botafogo, por sua vez, informou que não comentaria o caso.

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