Em discurso nesta quarta-feira (4/3) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) relatou a situação de 15 estudantes de Jordão. Eles são alunos da Escola Francisco Turiano de Farias, do Seringal Duas Nações, Igarapé São Vicente, e concluíram o ensino fundamental I ainda em 2024.
Acontece que em 2025, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) não abriu um anexo de ensino médio para atender os jovens. Eles perderam o ano letivo e seguem sem estudar até o momento.
“Eu recebi pela manhã um pedido de apelo lá do município de Jordão. Os estudantes da Escola Francisco Turiano de Farias, Seringal Duas Nações. Esses alunos terminaram o ensino fundamental no ano de 2024. Quinze alunos fizeram o pedido ao Núcleo e este fez à Secretaria de Educação, que não autorizou. E os alunos ficaram sem estudar. Perderam um ano”, explicou.
O parlamentar disse ainda que já tem famílias que tiveram o benefício do Bolsa Família suspenso porque não se abriu uma turma em anexo. “Vocês fiquem imaginando se isso acontecesse em um bairro de Rio Branco. No outro dia se tomava providências. Mas, como é lá dentro de um igarapé, um lugar se gritar, não se escuta, fica por isso mesmo. Estou documentando esse relato que estou fazendo para pedir a Secretaria de Educação uma resposta: por que não abriu a turma? E não vou esperar que o ofício chegue pela burocracia aqui da Casa, porque senão os meninos não vão estudar. Eu vou até à coordenação do setor de Educação do Tribunal de Contas e vou ao Ministério Público fazer essa denúncia. Eu não consigo entender. Não é falta de dinheiro, não é falta de recursos”, ressaltou.
Edvaldo disse ainda que o Acre está regredindo na Educação e que a universalização do ensino já foi feita no governo de Binho Marques. Ou seja, não há desculpas mais para que estudantes fiquem sem estudar. “Estamos regredindo, deixando de atender turmas. Se pegar os dados do Ideb, a evasão escolar aumentou de 2024 para 2025. Essa é a nossa realidade bem diferente daquilo que é propagandeado pelo governo do estado”.

