O ator Marcos Oliveira abriu o jogo sobre a rotina no “Retiro dos Artistas” e revelou alguns problemas que enfrenta no abrigo. Conhecido por interpretar Beiçola em “A Grande Família”, da Globo, ele reclamou da convivência com os vizinhos e a falta de sexo no local. O artista passou a morar na casa doada por Marieta Severo dentro do lar de acolhimento, no Rio, em abril de 2025.
Em entrevista à Veja, o veterano destacou o desejo de manter uma rotina íntima mais ativa: “A gente, que é mesmo que é velho, a sexualidade existe. No inconsciente, à noite, você tem desejos, entendeu? Sexuais noturnos. E isso não se toca no assunto, porque velho é para não sentir mais prazer, para não ter mais relação”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Marcos OliveiraCrédito: Reprodução portal LeoDias/ montagem Marieta Severo e Marcos OliveiraCrédito: Reprodução Instagram/@retirodosartistas.org.br Marieta Severo e Marcos OliveiraCrédito: Reprodução/Instagram/@retirodosartistas.org.br Marieta Severo e Marcos OliveiraCrédito: Reprodução/Instagram/@retirodosartistas.org.br Marcos OliveiraCrédito: Reprodução/Portal LeoDias Marcos OliveiraCrédito: Portal LeoDias
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Aos 63 anos, Marcos Oliveira seguiu explicando as “necessidades” sexuais, que na verdade seriam mais voltadas ao afeto e à intimidade. “Aí fica aquela coisa… Não quero que seja um sexo Cirque du Soleil, entendeu? Que sobe, desce. Não, mas é uma troca de carinho, uma troca de alguma coisa, e aqui não pode ter isso”, desabafou.
Outro problema para o ator é a convivência com os colegas no Retiro dos Artistas. De acordo com ele, o comportamento de alguns vizinhos é motivo de incômodo: “Viver aqui é ótimo, só que tem que se adaptar. Aqui não tem uma conduta geral para conviver. E aí você vai e aguenta. Na hora do almoço, é uma refeição que eles falam pra caralh*. Gritam, a relação deles é gritar”.
“É uma coisa meio… Eu falo assim, ‘você pode sair da favela, mas a favela nunca sai de você’. O comportamento é muito mal-educado”, disparou o artista, que acrescentou: “Então eu fico quieto, vou lá, aguento numa boa, mas aqui, depois dos 70, 80 anos, não tem mais respeito, então f*da-se, deixa o pessoal falar. E eles não têm o hábito de um ir na casa do outro. Então eles preferem na hora da refeição fazer algum comentário. E só falam sobre o passado. E aí, bicho, eu não estou no passado”.
Marcos ainda destacou a necessidade de retornar às atividades profissionais, ao invés de seguir relembrando histórias antigas. “Eu quero conseguir minhas coisas hoje. Cada um tem a sua necessidade e a maioria deles é assim. Eu tenho capacidade ainda de falar, de pensar, de interpretar. E eles não. Estão aqui só para comer, beber e falar do passado. […] Ficam discutindo ideias do passado e eu quero discutir ideias para o futuro. Tem uns que querem fazer isso para o resto da vida, mas eu não quero. Não vim no mundo para ser pedra. Eu quero trabalhar, quero produzir, quero ganhar meu dinheiro”, desabafou.

