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Foragido é recapturado em área de mata no interior do Acre

Por Camila Souza 18/03/2026 17:39 Atualizado em 18/03/2026 17:41
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Após dias de buscas intensas, policiais penais do Acre recapturaram, na manhã desta quarta-feira (18), Agnaldo de Freitas Soares, condenado pelo assassinato do agente socioeducativo Vando Medeiros, crime que causou grande comoção no município de Tarauacá, em 2016.

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O homem estava foragido desde a madrugada do último domingo, quando rompeu a tornozeleira eletrônica e passou a descumprir as condições impostas pela Justiça. Desde então, equipes iniciaram diligências na tentativa de localizá-lo, concentrando as buscas na região do Rio Envira.

Agnaldo foi encontrado em uma área de mata no Rio Iparana do Ouro, localizado na divisa entre os municípios de Feijó e Envira. Com a recaptura, a fuga foi encerrada e o condenado deverá retornar ao regime fechado, onde continuará cumprindo a pena de 21 anos de prisão.

De acordo com a Vara Criminal de Tarauacá, o apenado cumpria pena em liberdade condicional com monitoramento eletrônico. No entanto, ao violar a tornozeleira, teve o benefício revogado e passou a ser considerado foragido da Justiça.

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Foto: Deyvi Chessmon.

Relembre o caso

O assassinato do agente socioeducativo Vando Medeiros ocorreu em 23 de outubro de 2016, na zona rural de Tarauacá. Na ocasião, a vítima acompanhava a esposa, recém-eleita vereadora, em uma agenda de agradecimento aos eleitores.

Segundo denúncia do Ministério Público do Acre, o casal foi abordado por um morador que solicitou gasolina. No momento em que Vando desceu até o barco para atender ao pedido, foi surpreendido por Agnaldo, que o atacou com golpes de terçado na cabeça.

Durante o julgamento, a Justiça destacou a violência do crime, ressaltando que o ataque aconteceu em um momento de tranquilidade, o que agravou a gravidade da ação.

Após o homicídio, Agnaldo foi preso três dias depois, enquanto tentava fugir da região.

Em agosto de 2017, ele foi condenado a 21 anos de prisão por homicídio qualificado.

O caso também teve um segundo acusado, Jesus da Silva Ferreira, que foi levado a júri popular em 2022, sob acusação de ter prestado apoio moral ao crime, mas acabou absolvido pelo Tribunal do Júri.

O mandado que determinou a recaptura foi expedido no dia 17 de março de 2026 pela Vara Criminal de Tarauacá e prevê a regressão cautelar do regime, obrigando o condenado a voltar ao regime fechado.

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