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Ivoneide sobe o tom, cobra resultados e questiona uso de recursos da educação em Sena Madureira

A sessão desta terça-feira (24), na Câmara Municipal de Sena Madureira, foi marcada por um discurso firme da vereadora Ivoneide Bernardino, que não poupou críticas à atual gestão e levantou questionamentos diretos sobre promessas não cumpridas e a aplicação de recursos públicos, especialmente na área da educação.

Logo no início de sua fala, Ivoneide demonstrou insatisfação com o rumo dos debates no plenário e reforçou que, embora problemas como buracos nas ruas não tenham “culpados diretos”, a responsabilidade final recai sobre quem está à frente da administração. Em tom direto, ela afirmou que quem assume a gestão precisa dar respostas, resumindo com a frase: “casou com a viúva, tem que assumir as crianças”.

A vereadora também criticou o que chamou de excesso de justificativas baseadas em gestões anteriores. Para ela, já passou da hora de “quebrar o retrovisor” e focar no presente. Segundo Ivoneide, a população ainda não viu as mudanças prometidas, mesmo após mais de um ano de governo.

Outro ponto forte do discurso foi a situação da educação. A parlamentar questionou o uso dos recursos do Fundeb e afirmou que há inconsistências nos números. De acordo com ela, o fundo teria recebido cerca de R$ 55 milhões em 2025, além da contrapartida municipal, chegando próximo de R$ 68 milhões. No entanto, segundo os dados citados, apenas R$ 36 milhões teriam sido utilizados para pagamento de profissionais da educação — abaixo do mínimo de 70% exigido por lei.

Ivoneide também mencionou problemas como a qualidade da merenda escolar e o não cumprimento de promessas feitas aos servidores, como o pagamento de auxílio alimentação, que teria sido realizado apenas uma vez e ainda com exclusões.

Apesar das críticas, a vereadora reconheceu que o prefeito não consegue resolver tudo sozinho e defendeu uma atuação mais firme junto ao Governo do Estado, cobrando apoio e investimentos para o município. Ainda assim, fez um alerta: segundo ela, o gestor precisa sair da postura de “figurante” e assumir um papel mais ativo na defesa dos interesses de Sena Madureira.

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