Quase quatro meses após a morte do ativista cultural Moisés Ferreira de Alencastro, de 59 anos, a Justiça do Acre marcou para o dia 13 de abril a audiência de instrução e julgamento dos acusados Antônio de Sousa Morais e Nataniel Oliveira de Lima.
Moisés, que era ativista cultural, colunista social, advogado e servidor do Ministério Público do Acre desde 2006, foi encontrado morto no dia 22 de dezembro. O carro da vítima foi localizado abandonado na Estrada do Quixadá, na zona rural de Rio Branco. Os dois suspeitos de envolvimento no crime foram presos no dia 25 de dezembro, também na capital.
A informação sobre a audiência foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). O número de testemunhas que deverão ser ouvidas durante o processo não foi divulgado.
Os acusados foram denunciados pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) em janeiro deste ano e, após a decisão judicial, passaram oficialmente à condição de réus no processo.
A decisão é do juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco, que seguiu o entendimento do inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A investigação foi concluída pela Polícia Civil e encaminhada ao Ministério Público no dia 30 de dezembro.
De acordo com o inquérito policial, os dois acusados foram indiciados por homicídio qualificado e furto qualificado em concurso material. O laudo cadavérico anexado ao processo aponta que Moisés morreu após sofrer cerca de quatro golpes de faca.
Com o recebimento da denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Efrain Mendoza, Antônio de Sousa Morais e Nataniel Oliveira de Lima vão responder por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de furto qualificado do veículo e do aparelho celular de Moisés Alencastro.
Fonte G1 AC