O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que manterá a aliança com Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente em sua nova candidatura à reeleição à Presidência. A declaração foi feita nesta terça-feira (31/3), durante uma reunião no Palácio do Planalto, que marcou a saída de 14 ministros que vão concorrer a diferentes cargos nas eleições de 2026.
Na mesma reunião, Lula fez questão de reforçar a permanência de Alckmin na chapa, destacando a solidez da aliança que, à época, surpreendeu ao unir antigos adversários na disputa presidencial de 2022. O encontro, no entanto, também foi marcado por um movimento mais amplo dentro do governo, com a saída em massa de ministros que pretendem disputar as próximas eleições.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Geraldo AlckminFoto: Rovena Rosa/Agência Brasil Geraldo Alckmin, vice-presidente do BrasilFoto: Rovena Rosa/ Agência Brasil Geraldo Alckmin fala sobre taxação de Trump ao BrasilReprodução: CNN Brasil Geraldo Alckmin, vice-presidente do Governo LulaFoto: – Luis Blanco/A2IMG Reprodução/ Júlio César Silva/MDIC Geraldo Alckmin no Mais VocêReprodução / Globo
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Até o momento, 14 integrantes já deixaram seus cargos, mas a expectativa é de que esse número suba para 18, incluindo nomes que devem concorrer a governos estaduais e outros postos eletivos:
Fernando Haddad (PT), da Fazenda: governo de São Paulo;
Renan Filho (MDB), dos Transportes: governo de Alagoas;
Rui Costa (PT), da Casa Civil: Senado, pela Bahia;
Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: Senado, pelo Paraná;
Simone Tebet (PSB), do Planejamento: Senado, por São Paulo;
Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: Senado, por São Paulo;
André Fufuca (PP), do Esporte: Senado, pelo Maranhão;
Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: Senado, por Mato Grosso;
Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: Senado, pelo Amapá;
Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: Câmara, por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: Câmara, por São Paulo;
Anielle Franco (PT). da Toualdade Racial: Câmara nelo Rio de Janeiro;
Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: Câmara, por São Paulo;
Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: Câmara legislativa de Minas Gerais.
A decisão segue o que determina a legislação eleitoral, que exige o afastamento de cargos públicos até o dia 4 de abril para quem pretende se candidatar. Nesse cenário, o próprio Alckmin deve deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para se dedicar à campanha ao lado de Lula.
“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou o presidente. A movimentação reforça não apenas a estratégia política do governo para o próximo pleito, mas também evidencia o impacto direto das eleições na composição da Esplanada dos Ministérios.

