Atenção: a matéria a seguir traz conteúdos sensíveis e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
Paolla Oliveira usou as redes sociais para se posicionar pelo fim da violência contra a mulher, neste domingo (8/3), data em que é celebrado o “Dia Internacional da Mulher”. A atriz relembrou casos recentes que chocaram o Brasil e aproveitou para pedir por justiça e alertar sobre ações da sociedade que normalizam o abuso e agressões contra meninas e mulheres.
“Com a imagem de uma mulher sendo arrastada de baixo de um carro, 15 facadas de no rosto de uma garota que ousou dizer ‘não’. O grito de uma mãe 18 vezes na frente de uma câmera pedindo por justiça, sendo que ninguém na verdade parou para escutar. A gente vê, fica indignada, sente raiva, revolta, aí no dia seguinte a gente continua. A gente denuncia, pede proteção, o Estado vem e anota. Mas a mulher continua com medo dentro de casa, aí ele volta, aí ele mata. E todo mundo se surpreende como se essa surpresa já não fizesse parte dessa grande cumplicidade”, iniciou relembrando de três casos que chocaram por tamanha brutalidade.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Paolla OliveiraFoto: Portal LeoDias Paolla Oliveira posa de maiô em cachoeira um mês após término: “Energizar”Reprodução / @paollaoliveirareal Paolla Oliveira, ex rainha de bateria da Grande Rio, se emocionou no desfile da escola em 2026Reprodução: Portal LeoDias Paolla Oliveira falou sobre maternidade nesta última quinta-feira (20/11)Reprodução: Instagram/@paollaoliveirareal
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A artista apontou ações que fazem com que homens perpetuem ações de violência contra mulheres: “Esse homem não apareceu de nada, ele foi ensinado por cada um que contou uma piada estúpida. Aquele que passou a mão, que forçou e achou que tava tudo bem, foi aceito por amigos que acharam engraçado, normalizado por todos, aqueles que ficaram em silêncio, educado por uma escola que nunca falou a respeito. Recontratado por uma empresa que preferiu não saber, absolvido por uma sociedade que ainda acha que a amor e posse são a mesma coisa”.
Paolla ainda reforçou que o resultado de números alarmantes é resultado de cultura em que se vive: “E o sistema que julga foi criado na mesma cultura que produziu esse homem, esse homem que viola, que acredita, que mata. Ele é resultado de tudo que se normalizou”.
“Eu queria muito que a gente pudesse não tratar mais isso como notícia, que a gente pudesse não mais compartilhar as coisas e seguir em frente apenas. Nenhuma de nós escolheu isso, a gente simplesmente aprendeu a sobreviver no meio disso. Enquanto a gente sobrevive, quatro de nós, por dia, não conseguem”, completou relembrando que ao menos quatro mulheres morrem por dia no Brasil vítima de feminicídio.
Para finalizar, a atriz frisou na legenda: “Se fôssemos respeitadas, 8 de março não existiria. Enquanto a gente tenta sobreviver a tantas coisas terríveis, todos os dias 4 de nós simplesmente não conseguem”, escreveu.

