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ENTRETENIMENTO

Oscar 2026: especialista aposta em Wagner Moura e vê disputa aberta em Hollywood

Por Portal Leo Dias 14/03/2026 03:34
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A temporada de premiações de 2026 no cinema mundial chega à reta final neste domingo (15/3). É consenso que esta edição está marcada por forte competitividade nas principais categorias. Em entrevista ao portal LeoDias, a empresária e consultora de carreiras Aline Grain, que acumula quase quatro décadas de atuação nos bastidores do audiovisual, avalia que a edição deste ano do Oscar deve refletir um cenário em que marketing, discurso social e qualidade artística disputam espaço de forma equilibrada.

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Entre suas apostas pessoais, na atuação feminina, considera Jessie Buckley a favorita, enquanto na disputa masculina acredita em um embate equilibrado entre Wagner Moura e Michael B. Jordan. “Fiquei muita na dúvida entre o Wagner Moura e o Michael B. Jordan, de ‘Pecadores’. Acho que vai ser muito difícil esta escolha”. Na avaliação de Aline, ambos entregam performances potentes, mas por caminhos distintos: Wagner pela contenção emocional e profundidade dramática; Jordan pela intensidade e presença de cena.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Cena de “O Agente Secreto”Reprodução: Vitrine Filmes Cena de “Pecadores”Divulgação: Warner Bros. Cena do filme “Hamnet”Divulgação: Universal Pictures LeoDias TV fará transmissão especial e react do Oscar 2026Reprodução: Academy of Motion Picture Arts and Sciences Aline Grain, especialista em negociações contratuais, que lançará recentemente o livro “Minimanual de Nomenclaturas e Condições de Trabalho no Audiovisual”Reprodução: Instagram/@agrain

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Já quanto ao “Melhor Filme”, a consultora aponta “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” como destaque, ressaltando a construção emocional da narrativa, o ritmo mais contemplativo e a força do elenco. Na direção, Aline aposta no trabalho de Chloé Zhao, que, segundo ela, combina linguagem autoral e impacto sensorial.

Na avaliação da especialista, as campanhas de divulgação e as estratégias de lobby exercem papel determinante na corrida pelos prêmios. Segundo ela, o fenômeno não é exclusivo desta temporada, mas faz parte da lógica da indústria do entretenimento. “Eles acabam sendo mais importantes do que a própria produção. Não só no Oscar, claro, mas no sistema em que vivemos. Quem tem mais dinheiro ou influência tem mais oportunidades. Com isso acabam abandonando verdadeiras obras primas e talentos que dão um show de interpretação”, disse. Ela também observa que o contexto político e social global costuma impactar as decisões da Academia.

Ao analisar os temas predominantes entre os indicados a “Melhor Filme”, a consultora identifica um ponto em comum em títulos como “O Agente Secreto”, “Os Pecadores” e “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”. Para ela, as narrativas dos longas exploram a ideia de enfrentar ameaças difusas e reforçam discussões sobre pertencimento e sobrevivência.

“Têm o mesmo viés: enfrentar e sobreviver a algo que não sabemos exatamente o que é, mas que existe! Acho que esta visão da importância da existência e do pertencimento, independente do opressor, é o que vai pesar na escolha”, explicou, destacando o uso de metáforas como elemento central das obras.

Em contrapartida, acredita que “Uma Batalha Após a Outra”, do diretor Paul Thomas Anderson, reúne características típicas de produções premiáveis, mas poderia ter aprofundado a abordagem de conflitos. Ainda assim, surge como um dos prováveis vencedores da categoria principal. “

Acho que o filme ‘Uma Batalha Após a Outra’ poderia estar nesta lista, mas perderam uma grande oportunidade de mostrar o ‘opressor’. Ficou em cima do muro, mas é o típico filme ‘Hollywood’ do Oscar. Muitas indicações e acho que vai levar o Oscar como ‘Melhor Filme’. Uma bobagem. Espero que não tire o Oscar do Wagner Moura ou do Michael B. Jordan”, confessou a empresária.

Mesmo com a crescente diversidade no perfil dos votantes da Academia, Aline pondera que a premiação continua inserida em uma lógica industrial. Para a especialista, a instituição ampliou o debate sobre inclusão e passou a valorizar diferentes perspectivas, mas o movimento também está ligado à necessidade de se adaptar às transformações do mercado e da sociedade.

Entre as disputas menos comentadas, ela chama atenção para o papel dos agentes artísticos na engrenagem do entretenimento. Em sua visão, esses profissionais seguem subestimados, apesar de serem fundamentais nas negociações contratuais e no acompanhamento emocional dos artistas durante as produções.

“Vou puxar para a minha profissão, a dos Agentes dos Atores e Atrizes e Talentos. Somos totalmente subestimados na indústria do entretenimento. Nós somos o escudo entre o artista e a indústria. Os Produtores de Elenco, que são profissionais importantíssimos, já conseguiram esse lugar. Isso nos anima!”, desabafou.

O desempenho brasileiro na temporada também é motivo de entusiasmo para a especialista. Aline avalia como simbólica a possível vitória de Wagner Moura, que disputa o prêmio de “Melhor Ator” em uma corrida considerada apertada. Para ela, o reconhecimento internacional de talentos e histórias nacionais reforça o valor cultural do cinema brasileiro: “Nos sentimos valorizados porque temos história! Nosso orgulho apareceu, nossas histórias interessam. Pena que a política brasileira não dá a devida importância ao entretenimento, que gera empregos, oportunidades, turismo… Ou seja, gera dinheiro. Ainda temos muito a fazer. Uma pena”, disse ela.

A cerimônia do Oscar 2026 acontece neste domingo (15/3), no tradicional Dolby Theatre, em Los Angeles, com início previsto para às 20h pelo horário de Brasília. No Brasil, a premiação poderá ser acompanhada pela Globo, pelo canal TNT e pela plataforma HBO Max. Além disso, a LeoDias TV fará sua primeira cobertura especial sobre o prêmio. A live ao vivo e sem cortes será comandada pela apresentadora Maria Cândida, com comentários em tempo real sobre o tapete vermelho e os vencedores; além da participação de convidados como Arlindo Grund e Leonardo Miggiorin, e do time de especialistas do portal LeoDias, Luiz Henrique Oliveira e Eduardo Reis.

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