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Patente do Ozempic chega ao fim nesta semana: veja o que muda para os consumidores

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Patente do Ozempic chega ao fim nesta semana: veja o que muda para os consumidores

A patente da semaglutida, substância presente em medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, deixa de ter validade nesta sexta-feira (20/3). A partir disso, outras farmacêuticas passam a poder produzir versões genéricas e similares do composto no Brasil, desde que obtenham autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O princípio ativo é amplamente utilizado no tratamento de diabetes e obesidade. Com o fim da exclusividade, abre-se espaço para que novos fabricantes lancem produtos baseados na mesma substância, ampliando a oferta no mercado farmacêutico nacional.

Veja as fotosAbrir em tela cheia OzempicDivulgação Embalagem de OzempicFoto: Thais Matos/UOL Canetas de Ozempic e MounjaroReprodução: Novo Nordisk/Eli Lilly Aplicação de caneta emagrecedoraReprodução: Freepik

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De acordo com a legislação brasileira, medicamentos inovadores podem ficar protegidos por patente por até duas décadas. Durante esse período, a empresa responsável pela criação do produto, neste caso, a farmacêutica Novo Nordisk, mantém o direito exclusivo de produção e comercialização, como forma de compensar os investimentos feitos em pesquisa e desenvolvimento. Após o término desse prazo, outras companhias ficam autorizadas a fabricar versões equivalentes, que precisam ser avaliadas e aprovadas pela Anvisa antes de chegar às farmácias.

Com o aumento da concorrência, especialistas apontam que os preços tendem a cair. Hoje, esses medicamentos ainda têm custo elevado no país. Pela regra brasileira, remédios genéricos, comercializados apenas pelo nome da substância, devem ser pelo menos 35% mais baratos que o produto de referência.

Um levantamento conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Santa Catarina indicou que, na prática, a diferença costuma ser ainda maior: em média, os genéricos chegam a custar 59% menos que os medicamentos de marca, enquanto os similares apresentam valores cerca de 15% menores.

A possível queda nos preços também reacende o debate sobre a inclusão desses tratamentos no Sistema Único de Saúde. Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avaliou a possibilidade de incorporar os princípios ativos semaglutida e liraglutida à rede pública, mas emitiu parecer contrário. Entre os motivos apontados estava o impacto financeiro estimado em mais de R$ 8 bilhões — valor próximo ao dobro do orçamento previsto para o programa Farmácia Popular naquele ano.

Em posicionamento oficial, o Ministério da Saúde informou que solicitou à Anvisa prioridade na análise de registros de medicamentos que utilizem semaglutida e liraglutida para tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

Segundo a pasta, “Com a entrada de novos medicamentos genéricos no mercado e aumento da concorrência, os preços devem cair de forma significativa. Em média, estudos apontam que os genéricos induzem queda de 30% nos preços. Esse é um fator determinante para a análise de sua possível incorporação ao SUS”.

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