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Rio Branco leva Implanon a ribeirinhas pela 1ª vez

Foto: Átilas Moura/Secom.

A Prefeitura de Rio Branco começou a ofertar, pela primeira vez, o implante contraceptivo Implanon a mulheres ribeirinhas por meio do programa Saúde Rural, na edição Itinerante Fluvial. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, amplia o acesso ao planejamento reprodutivo em comunidades de difícil acesso.

Logo nas primeiras horas do dia, equipes de saúde seguem pelos rios levando atendimento, insumos e estrutura básica a localidades onde o deslocamento até a cidade ainda é um desafio. Mais do que assistência, a ação representa a presença direta do poder público nessas regiões isoladas.

A inclusão do Implanon marca um avanço no cuidado com a saúde da mulher. O método, de longa duração e reversível, passa a ser oferecido diretamente às moradoras, muitas vezes impossibilitadas de manter acompanhamento contínuo na rede urbana.

“Hoje, a gente está garantindo que essas mulheres tenham o direito de escolher. O Implanon é um método de longa duração, seguro e reversível, e permite que elas decidam quando querem engravidar”, explica a enfermeira Sulamita Guedes, que integra a equipe do itinerante.

Foto: Átilas Moura/Secom.

Segundo a profissional, a decisão de levar o implante até essas comunidades já fazia parte do planejamento do serviço, com foco em atender públicos mais vulneráveis.

“São mulheres que têm dificuldade de acesso à cidade e, muitas vezes, não conseguem dar continuidade a outros métodos contraceptivos. Então, trazer esse serviço até elas é garantir dignidade e oportunidade. Além do implante, a gente oferece um atendimento completo, com exames, testes e acompanhamento voltado à saúde da mulher”, reforça.

Além da inserção do contraceptivo, os atendimentos incluem consultas, exames e testes rápidos, fortalecendo o vínculo entre equipes de saúde e as moradoras.

Para conseguir atendimento, muitas mulheres enfrentam longas distâncias. É o caso de Sheila Coelho Amorim, que vive na região há uma década e percorreu cerca de 26 quilômetros a cavalo.

“Se fosse para ir até a cidade, seria muito mais difícil. Aqui, quando o itinerante chega, a gente sabe que é a oportunidade de resolver muita coisa. E o Implanon foi uma bênção, chegou na hora certa”, afirma.

Mãe de três filhos, Flávia Queiroz também aproveitou a ação para aderir ao método e destacou a importância da iniciativa.

“Eu já não quero mais engravidar. Quando soube que teria aqui, fiquei muito feliz. É um cuidado importante para a gente”, relata.

Ela lembra que acompanha o serviço desde a infância e reconhece os avanços ao longo dos anos.

“A gente precisa muito. Nem todo mundo consegue ir até Rio Branco. Então, quando eles vêm, facilita tudo. E agora, com esse cuidado voltado para a mulher, ficou ainda melhor”, completa.

O fortalecimento da saúde feminina no programa é resultado de um trabalho contínuo, que inclui pré-natal, planejamento familiar, exames preventivos e acompanhamento ginecológico.

A enfermeira Lília Samara Souza ressalta que a presença frequente das equipes tem gerado impactos positivos, como a redução da gravidez na adolescência nas áreas atendidas.

“Com o trabalho contínuo de planejamento familiar e acompanhamento, a gente percebe uma diminuição significativa desses casos. Isso acontece porque existe uma presença constante, um acompanhamento mais próximo e a construção de vínculo com essas mulheres”, explica.

Ela também destaca o papel educativo do atendimento, especialmente em relação aos exames preventivos.

“Muitas mulheres ainda têm vergonha ou medo, então a gente explica, conversa, orienta e respeita o tempo de cada uma. Esse vínculo faz toda a diferença para que elas se sintam seguras e consigam cuidar da própria saúde”, afirma.

Mesmo com os avanços, o acesso à saúde ainda é um desafio, principalmente durante o inverno amazônico, quando as condições dos ramais dificultam o deslocamento. Nesse cenário, a atuação itinerante se torna fundamental para garantir a continuidade do atendimento.

Com a chegada do Implanon às comunidades, a gestão municipal amplia o alcance das políticas públicas voltadas à saúde da mulher, garantindo que o planejamento reprodutivo chegue de forma efetiva às populações mais isoladas.

Via Secom.

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