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Rio Branco lidera ranking negativo e é a cidade que menos investe em saneamento no Brasil

Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Rio Branco aparece como a capital que menos investe em saneamento básico no Brasil, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil divulgado na última semana. De acordo com o estudo, o município aplicou apenas R$ 8,99 por habitante, valor considerado muito abaixo do necessário para garantir melhorias no setor.

O dado coloca a capital acreana entre as piores do país no Ranking do Saneamento 2026. Atualmente, Rio Branco ocupa a 98ª posição entre as 100 maiores cidades brasileiras, ficando à frente apenas de Porto Velho (RO) e Santarém (PA).

O levantamento é baseado em dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA). Segundo o Plano Nacional de Saneamento (Plansab), o investimento ideal por habitante deveria ser de pelo menos R$ 231,09 — cerca de 25 vezes maior que o valor aplicado atualmente.

Além do baixo investimento, o estudo também revela problemas no acesso da população aos serviços essenciais. Apenas 46,74% dos moradores de Rio Branco têm acesso à água potável, colocando a cidade na 97ª posição nesse quesito.

Já em relação ao esgoto, a situação também é crítica: somente 25,07% da população conta com coleta e tratamento, índice que deixa a capital na 92ª posição no ranking.

Outro ponto preocupante é a perda de água na distribuição. Cerca de 53,35% do volume tratado não chega ao consumidor final, colocando Rio Branco entre as cidades com maiores índices de desperdício no país.

O estudo lembra que o Novo Marco Legal do Saneamento estabelece metas ambiciosas até 2033, como garantir água para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90%. No entanto, a realidade de Rio Branco mostra que ainda há um longo caminho até alcançar esses objetivos.

Posicionamento do Saerb

Foto: Secom/Saerb

Em nota, o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) informou que atua dentro de suas atribuições, mas destacou que parte dos problemas está relacionada a obras antigas que não foram concluídas ou oficialmente repassadas ao órgão.

Segundo o Saerb, essas falhas comprometem o funcionamento do sistema e acabam impactando diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população. O órgão também citou a existência de ligações clandestinas e estruturas operando parcialmente, o que agrava ainda mais a situação.

A autarquia afirma que segue trabalhando para reduzir os impactos e melhorar gradativamente o sistema de saneamento na capital.

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