A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou nesta terça-feira (3), em Rio Branco, a Oficina de Novas Tecnologias de Controle Vetorial das Arboviroses. A capacitação segue até quinta-feira (5) e tem como foco a implantação das ovitrampas — armadilhas usadas para coletar ovos do mosquito e medir o nível de infestação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O encontro ocorre no Instituto de Educação Lourenço Filho e reúne representantes da vigilância epidemiológica, ambiental e entomológica dos 22 municípios acreanos.

A estratégia busca fortalecer a vigilância entomológica e qualificar o monitoramento do mosquito, permitindo uma atuação mais precisa das equipes de campo.
A secretária adjunta de Saúde, Ana Cristina Moraes, destacou que a iniciativa é fundamental para atualizar protocolos e aprimorar as ações de enfrentamento às arboviroses no estado.
Durante a oficina, técnicos federais conduzem atividades teóricas e práticas sobre a utilização das ovitrampas. O pesquisador José Bento Lima, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explicou que a ferramenta ajuda a tornar o combate mais estratégico.
Segundo ele, a tecnologia permite identificar áreas com maior concentração do vetor, direcionando as equipes para pontos prioritários e reduzindo a infestação do mosquito — e, consequentemente, os casos das doenças.
A utilização das armadilhas possibilita coleta mais precisa de dados, identificação precoce de áreas de risco e decisões mais rápidas por parte das equipes municipais, especialmente nos períodos de maior incidência.
O coordenador de Vigilância em Saúde de Cruzeiro do Sul, Leonísio Messias, afirmou que a capacitação fortalece o trabalho nos municípios. Ele ressaltou que o conhecimento adquirido será repassado às equipes locais, ampliando a qualidade dos serviços prestados à população.
De acordo com a organização, a oficina também pretende padronizar procedimentos entre os municípios, otimizar o fluxo de informações e ampliar a eficiência das ações de controle vetorial em todo o estado.
A chefe da Divisão de Vigilância Ambiental da Sesacre, Eliane Costa, destacou a importância da integração entre municípios e instituições parceiras para melhorar os índices e avançar no controle das arboviroses.
Já o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, afirmou que investir na qualificação técnica das equipes é prioridade da gestão. Segundo ele, o fortalecimento da vigilância, com base em ciência e tecnologia, garante respostas mais rápidas e eficazes no combate à dengue, zika e chikungunya, atuando de forma preventiva antes do aumento de casos.