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Testosterona baixa: médica explica causas, sintomas e riscos após relato de Zé Felipe

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Testosterona baixa: médica explica causas, sintomas e riscos após relato de Zé Felipe

O cantor Zé Felipe chamou atenção nas redes sociais ao relatar que enfrentou uma queda nos níveis de testosterona. Com bom humor, o artista contou que percebeu mudanças no corpo e na disposição e decidiu buscar tratamento com o uso de um implante hormonal, o chamado “chip de testosterona”. Apesar do tom descontraído, o caso levanta um alerta importante sobre saúde hormonal masculina. Segundo a endocrinologista Dra. Fernanda Parra, situações como a descrita pelo cantor têm explicação clínica e estão cada vez mais comuns, especialmente entre homens jovens.

De acordo com a especialista, a queda da testosterona pode ter múltiplas causas, e o estilo de vida tem um peso significativo.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Zé Felipe sobre festas anuais que está produzindo para curtir com amigosReprodução: Instagram/@zefelipe Zé FelipeReprodução / Instagram Zé FelipeReprodução / Instagram Zé FelipeReprodução Instagram Zé Felipe/ montagem Zé FelipeFoto: Reprodução/Instagram @zefelipe Zé Felipe anunciando que vai se mudarReprodução Instagram Zé Felipe/ montagem

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“A privação de sono e o estresse crônico aumentam os níveis de cortisol, que é um hormônio catabólico. Esse aumento pode interferir no eixo hormonal que regula a produção de testosterona, reduzindo sua liberação. Do ponto de vista clínico, essa relação faz sentido, pois o organismo entra em um estado de alerta constante, o que impacta diretamente a produção hormonal”, explica.

Ou seja, noites mal dormidas, rotina intensa e pressão constante podem, sim, afetar diretamente a produção hormonal.

A médica destaca que esse tipo de quadro não é exclusivo de homens mais velhos.

“Sim, isso tem sido cada vez mais comum. Jovens com rotina intensa, privação de sono, alto nível de estresse e hábitos pouco saudáveis podem apresentar redução nos níveis de testosterona. Nesses casos, muitas vezes não se trata de uma doença estrutural, mas de um impacto direto do estilo de vida sobre o equilíbrio hormonal.”

Apesar de o cantor ter optado pelo uso de implante, a endocrinologista alerta que essa não é a primeira linha de tratamento na maioria dos casos.

“Na maioria dos casos relacionados a estilo de vida, é possível reverter o quadro sem necessidade de reposição hormonal. Ajustes como melhora do sono, prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e controle do estresse costumam ter um impacto significativo.”

Segundo ela, a reposição só deve ser indicada quando há deficiência comprovada em exames e sintomas associados.

Diagnóstico exige mais de um exame
Outro ponto importante é que o diagnóstico de testosterona baixa não deve ser feito de forma precipitada.

“O diagnóstico não deve ser feito com base em um único exame isolado. É necessário avaliar sintomas clínicos e confirmar com exames laboratoriais, geralmente com pelo menos duas dosagens de testosterona total realizadas pela manhã.”

Sintomas podem ser confundidos com outras condições
A baixa testosterona pode causar:

Queda da libido

Cansaço excessivo

Perda de massa muscular

Aumento de gordura corporal

Alterações de humor

Dificuldade de concentração

No entanto, a médica alerta que esses sinais também aparecem em quadros como ansiedade, depressão e burnout.

“Muitos desses sintomas também aparecem em quadros como depressão e ansiedade, o que torna a avaliação clínica fundamental.”

“Chip de testosterona” exige cautela
Sobre o método escolhido por Zé Felipe, a especialista faz um alerta:

“O chamado ‘chip’ de testosterona é, na verdade, uma via de reposição na forma de implantes hormonais. Existem preocupações em relação à padronização de dose, controle e uso indiscriminado. Por isso, deve ser avaliado por um médico capacitado, com seu histórico e exames.”

Ela reforça que existem diferentes formas de reposição, como gel e injeções, e a escolha deve ser individualizada.

Riscos do uso sem indicação médica
O uso de testosterona sem acompanhamento pode trazer consequências sérias:

Alterações no colesterol

Aumento do risco cardiovascular

Problemas hepáticos

Acne e retenção de líquidos

Supressão da produção natural do hormônio

Além disso, pode impactar a fertilidade.

“Sim, quando em excesso, a reposição pode reduzir a produção de espermatozoides. Em muitos casos, esse efeito é reversível após a suspensão, mas isso não é garantido.”

A endocrinologista também faz um alerta sobre o uso do hormônio por motivos estéticos ou de desempenho físico.

“O uso com fins estéticos ou de performance, sem indicação médica, aumenta o risco de efeitos colaterais e desregulação hormonal. Além disso, pode levar à dependência e mascarar problemas de saúde.”

Por fim, a especialista lembra que a queda natural da testosterona com a idade é esperada.

“A redução da testosterona com a idade é um processo natural. Nem sempre é necessário tratar. A reposição só deve ser considerada quando há sintomas relevantes e confirmação laboratorial de deficiência.”

Mudanças no estilo de vida ainda são o melhor caminho
Em muitos casos, ajustes simples já fazem diferença significativa.

“Melhoras no sono, alimentação e atividade física podem normalizar os níveis hormonais. O tempo varia, mas em alguns meses já é possível observar mudanças.”

O relato de Zé Felipe, apesar de bem-humorado, reforça a importância de procurar avaliação médica antes de qualquer decisão — especialmente quando o assunto envolve hormônios e saúde a longo prazo.

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