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Textor é alvo de acusação grave da Eagle em disputa envolvendo o Botafogo. Entenda!

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Textor é alvo de acusação grave da Eagle em disputa envolvendo o Botafogo. Entenda!

O cenário fora de campo do Botafogo ganhou um novo capítulo de tensão após a Eagle Football Holdings contestar judicialmente uma cobrança milionária movida pela SAF alvinegra. A disputa gira em torno de uma dívida inicialmente fixada em R$ 139.845.596,42, cuja validade passou a ser questionada pela holding, que também apresentou divergência nos valores e pediu que a execução não seja reconhecida pela Justiça.

No recurso apresentado, ao qual a ESPN teve acesso, a Eagle sustenta que a cobrança é inválida por ter sido assinada, em diferentes frentes, pelo próprio John Textor, que atuava simultaneamente como representante de entidades envolvidas na operação. A empresa afirma que o valor correto da dívida seria de R$ 127.490.763,84, apontando um acréscimo indevido superior a R$ 12 milhões, classificado nos autos como “erro crasso”.

Veja as fotosAbrir em tela cheia John Textor comemorou a vitória do Botafogo sobre o Palmeiras e buscou baixar a tensão com Leila Pereira (Reprodução) John Textor junto a taça do Brasileirão de 2024 (Victor Silva/Botafogo)John Textor junto a taça do Brasileirão de 2024 (Victor Silva/Botafogo) John Textor deu entrevista pedindo desculpas à Leila e Ednaldo pelos bonecos enforcadosJohn Textor deu entrevista pedindo desculpas à Leila e Ednaldo pelos bonecos enforcados (Reprodução)

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Além da contestação financeira, a manifestação inclui acusações diretas à condução do empresário. A Eagle afirma que Textor teria “capturado controle” do clube “na mão grande” e descreve o cenário como “estarrecedora”. Em outro trecho, os advogados alegam que a execução representa “a cobrança de título burlesco”, construída a partir de “uma série de transações ardilosas” do tipo “Zé com Zé”.

“Por meio dos presentes embargos, a embargante, acionista controladora da SAF Botafogo, demonstrará que a execução em curso – estranhamente movida pela companhia contra sua própria controladora, para instrumentalizar, em claro desvio de finalidade, uma disputa societária havida entre elas – já nasce inquinada por uma profusão de vícios patentes e irremediáveis”, aponta a holding no recurso.

O documento também afirma que “a pretensão executiva movida pela SAF Botafogo é um retrato ostensivo e inaceitável do exato tipo de abuso que o direito brasileiro se propõe a repelir”, acrescentando que as operações foram “orquestradas por um único gestor”, no caso, Textor, que teria atuado “em ambos os polos das relações jurídicas”.

A Eagle ainda aponta risco direto ao grupo caso o processo siga em andamento. Segundo a petição, “o perigo de dano é igualmente manifesto”, já que a continuidade da execução pode atingir ativos estratégicos, incluindo o próprio clube, com possibilidade de “danos de dificílima – quando não impossível – reparação”.

Textor não se manifestou sobre as acusações. Em posicionamento anterior no processo, no entanto, a SAF do Botafogo defendeu o modelo de gestão adotado. “Primeiro, sempre foi do conhecimento de todos […] o sistema de caixa-único (ou cash pooling agreements) mantido entre os clubes integrantes da denominada Eagle. Não havia nada escondido, nada na surdina ou escamoteado”, diz o texto.

A defesa acrescenta que “esse formato, naturalmente, visava a beneficiar todos os clubes integrantes do grupo Eagle” e que se tratava de “um modelo colaborativo e integrado”, incluindo movimentações de atletas entre as equipes controladas pelo grupo.

A disputa judicial segue em curso e adiciona mais um elemento de instabilidade ao momento vivido pelo clube carioca, que já enfrenta dificuldades esportivas na temporada.

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