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Vasco-AC comenta soltura de jogadores investigados por estupro

Foto: Arquivo/Jhon Lennon e Sueli Rodrigues.

O Vasco da Gama-AC se manifestou após a Justiça do Acre determinar a soltura de dois jogadores investigados em um caso de suposto estupro coletivo. A posição do clube foi divulgada em nota oficial publicada no perfil do Instagram nesta terça-feira (10).

No comunicado, o clube afirmou que sempre acreditou na presunção de inocência dos atletas e destacou que, após a investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), dois deles não foram indiciados.

“Após investigação da DEAM, os atletas Manga e Lekinho não foram indiciados. Parabenizamos a Dra. Elenice Carvalho, da DEAM, pela coragem de corrigir uma injustiça que estava sendo cometida com esses rapazes”, diz a nota.

Em outro trecho, o clube também criticou manifestações feitas nas redes sociais e pediu retratação de quem acusou os jogadores antes da conclusão do caso.

“Agora, aguardamos que todos que foram às redes sociais incriminar prematuramente os atletas tenham a humildade de se retratar, assim como os veículos de comunicação. Quanto a Brayan e Erick Serpa, aguardaremos a conclusão do processo”, afirmou.

O advogado Atevaldo Santana, que acompanha o caso, confirmou à reportagem a soltura dos dois atletas. Segundo ele, a decisão judicial representa um passo importante na defesa dos investigados.

“Começamos a desmontar o castelo de areia”, declarou Atevaldo Santana ao comentar a decisão que concedeu liberdade a dois dos jogadores.

Relembre o caso

Quatro atletas foram apontados como envolvidos em um suposto estupro coletivo contra duas mulheres no alojamento do clube, localizado em Rio Branco. Os citados no caso são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior.

Erick Serpa foi preso em flagrante no dia 14 de fevereiro e teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada no dia seguinte. Os demais foram detidos na segunda-feira, 16 de fevereiro.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e tramita sob sigilo. Informações preliminares indicam que as vítimas teriam ido ao alojamento para um encontro consensual com um dos atletas.

Segundo o relato apresentado à polícia, no entanto, elas teriam sido conduzidas de forma coercitiva a um dormitório onde outros jogadores aguardavam, momento em que teriam ocorrido os abusos.

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