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“Venda da BR Distribuidora foi um crime de lesa-pátria”, afirma Alexandre Silveira

Por Cris Menezes 20/03/2026 15:21 Atualizado em 20/03/2026 15:22
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na tarde desta sexta-feira, do anúncio de novos investimentos na Refinaria Gabriel Passos, localizada em Betim (MG). Ao todo, serão destinados R$ 3,8 bilhões para ampliar a capacidade de produção da unidade. No estado, o plano de investimentos da Petrobras chega a R$ 9 bilhões.

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Durante o evento, realizado no interior da refinaria, Lula voltou a criticar a privatização da BR Distribuidora, afirmando que a venda reduziu o controle do Estado sobre os preços praticados ao consumidor final.

Segundo o presidente, caso a distribuidora ainda estivesse sob controle público, seria possível garantir que os valores praticados pela Petrobras chegassem diretamente aos postos de combustíveis. “Hoje, quem ganha é o distribuidor privado, enquanto o consumidor acaba prejudicado”, afirmou.

O controle acionário da BR Distribuidora foi vendido em julho de 2019 por R$ 9,6 bilhões — valor próximo ao montante de investimentos anunciados agora para a refinaria mineira.

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A crítica à privatização também foi reforçada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Para ele, a venda da empresa limitou a capacidade do governo de adotar políticas mais eficazes para conter os preços dos combustíveis. Diante desse cenário, o ministro destacou a necessidade de intensificar fiscalizações, aplicar multas em casos de abusos e adotar medidas como a redução de impostos federais sobre o diesel.

Lula também contestou argumentos favoráveis à privatização, especialmente a ideia de que empresas públicas não seriam rentáveis. O presidente ressaltou que, se não houvesse lucro, não haveria interesse do setor privado na aquisição dessas companhias. Ele destacou ainda que a Petrobras liderou recentemente o ranking das empresas mais lucrativas do país.

Durante o discurso, o presidente defendeu a criação de uma política de estoques reguladores pela Petrobras, com o objetivo de enfrentar oscilações no mercado internacional, como as provocadas por conflitos no Oriente Médio que impactam os preços dos combustíveis.

Ao comparar a proposta às reservas internacionais do Brasil, Lula afirmou que a medida é estratégica para garantir autonomia econômica. “Soberania é ter controle sobre os próprios recursos e decisões”, concluiu.

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