Um vídeo gravado dentro do elevador de um prédio em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, revelou o comportamento de suspeitos logo após um caso de estupro coletivo contra uma estudante de 17 anos. Nas imagens, os jovens aparecem rindo e fazendo comentários em tom de deboche enquanto deixam o apartamento onde o crime teria ocorrido.
Os detalhes da investigação foram divulgados pelo programa Fantástico. Em um dos trechos do vídeo, um dos envolvidos afirma: “A mãe de alguém teve que chorar hoje”, frase que, segundo os investigadores, demonstra a postura dos suspeitos após o crime.
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil, a jovem foi convidada para ir ao apartamento por um colega de escola, também de 17 anos, com quem já havia tido relacionamento. O imóvel pertence à família de um dos investigados.
Imagens de câmeras de segurança mostram que três jovens entraram no prédio por volta das 19h24. Um minuto depois, a vítima chegou acompanhada do adolescente. Segundo o relato da estudante, ela foi levada a um quarto com o colega, mas pouco depois outros quatro jovens entraram no local.
A vítima afirmou à polícia que recusou manter relações com os demais, mas foi imobilizada e impedida de sair do quarto. O depoimento indica que, durante cerca de uma hora, os cinco suspeitos teriam cometido agressões físicas e sexuais contra a adolescente. Laudos do Instituto Médico Legal apontaram lesões compatíveis com o relato.
Após o ocorrido, a jovem conseguiu enviar uma mensagem ao irmão pedindo ajuda. A família relatou que ela apresentava hematomas em várias partes do corpo e estava em estado de choque.
Depois que o caso veio à tona, outras jovens procuraram a polícia e relataram situações semelhantes envolvendo alguns dos mesmos suspeitos. Uma mãe afirmou que a filha, que tinha 14 anos na época, também teria sido vítima de dois integrantes do grupo anos antes. Outra jovem relatou ter sofrido abuso durante uma festa envolvendo um dos acusados.
Segundo a investigação, quatro suspeitos maiores de idade se entregaram à polícia e foram encaminhados ao sistema penitenciário, enquanto o adolescente de 17 anos foi apreendido e encaminhado ao sistema socioeducativo.
Os investigados são alunos do Colégio Pedro II. Em nota, a instituição informou que abriu um processo disciplinar para apurar os fatos, podendo aplicar sanções que incluem o desligamento dos estudantes.
As defesas dos envolvidos negam as acusações e afirmam que irão apresentar a versão.

