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1º de abril: entenda como surgiu o Dia da Mentira e por que a data virou tradição

Imagem: Filme Shrek (2007)

Celebrado nesta quarta-feira (1º), o Dia da Mentira é marcado por brincadeiras, trotes e histórias inventadas que fazem parte da cultura popular em diversos países. Apesar do tom leve, a origem da data está ligada a acontecimentos históricos e mudanças no calendário.

A explicação mais conhecida remonta à Europa do século XVI. Na época, o Ano Novo era comemorado entre o fim de março e o início de abril. No entanto, com a adoção do calendário gregoriano — oficializado pelo papa Gregório XIII — o início do ano passou a ser celebrado em 1º de janeiro.

A mudança, determinada na França pelo rei Carlos IX, não foi aceita por todos. Parte da população continuou seguindo o calendário antigo, mantendo as comemorações no início de abril. Essas pessoas passaram a ser alvo de brincadeiras e zombarias, recebendo convites falsos para festas e sendo chamadas de “tolos de abril”.

Com o tempo, a prática se espalhou por outros países da Europa e ganhou diferentes versões. Em países de língua inglesa, a data ficou conhecida como “April Fool’s Day” (Dia dos Bobos de Abril). Já na França e na Itália, é chamada de “Peixe de Abril”, onde uma das brincadeiras mais comuns é colar peixinhos de papel nas costas de outras pessoas.

Há também teorias que associam o 1º de abril a festivais mais antigos, como celebrações romanas que envolviam inversão de papéis e momentos de descontração.

No Brasil, o costume chegou no século XIX. Um dos primeiros registros foi em 1828, quando um jornal de Minas Gerais publicou, no dia 1º de abril, uma notícia falsa sobre a morte de Dom Pedro I, o que ajudou a popularizar a tradição no país.

Hoje, o Dia da Mentira segue como uma data simbólica, usada para brincadeiras e pegadinhas — sempre com bom humor e sem causar prejuízos.

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