Início / Versão completa
ENTRETENIMENTO

“À custa da população”: defesa de Gisele repudia aposentadoria de tenente-coronel

Por Portal Leo Dias 02/04/2026 12:33
Publicidade

Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

Publicidade

Horas após a notícia de que a Polícia Militar concedeu aposentadoria com salário integral ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso e denunciado pelo assassinato da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, a defesa da família da vítima expressou profunda indignação. Em um desabafo incisivo nas redes sociais, o advogado criminalista Dr. José Miguel da Silva Júnior apontou privilégios e criticou a velocidade assustadora com que a corporação se mobilizou para beneficiar o oficial.

Segundo o representante legal, o processo que garantiu a inatividade do militar tramitou em menos de uma semana. Ele fez questão de escancarar o abismo de tratamento dentro da própria PM, revelando que policiais de patentes mais baixas (“praças”) chegam a amargar mais de dois meses na fila de espera. Enquanto isso, outros oficiais, mesmo doentes, precisam acionar a Justiça para conseguir o mesmo direito.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves SantanaCrédito: Reprodução Instagram Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves SantanaCrédito: Reprodução Instagram Geraldo Leite Rosa NetoCrédito: Reprodução Record

Publicidade

Voltar
Próximo

Leia Também

Notícias
Em tempo recorde? PM correu para aposentar coronel preso por feminicídio

Notícias
Tenente-Coronel preso por feminicídio da esposa ganha aposentadoria de R$ 30 mil da PM

Notícias
Tenente-coronel acusado de matar esposa se dizia “macho alfa” e cobrava submissão

Notícias
Tenente-coronel é preso suspeito de matar a esposa PM e tentar forjar suicídio em SP

“Causou espécie a nós a celeridade da corporação em aposentá-lo (…) Depois vêm a público dizer que corta na carne, que não admite conduta incompatível, sendo que estão dando privilégios para o senhor tenente-coronel”, disparou o advogado. Apesar da manobra burocrática garantir os vencimentos do acusado neste momento, a defesa se mostra confiante de que a blindagem tem prazo de validade.

O doutor garantiu que a ida para a reserva não vai barrar o Conselho de Justificação (processo disciplinar que avalia a conduta de oficiais) e que eles têm total convicção de que o tenente-coronel será demitido e perderá a farda. Ao fim do pronunciamento, Dr. José Miguel tocou na ferida que mais revolta a família da vítima: o fato de o assassino seguir sendo bancado por dinheiro público.

“Não é justo esse cidadão que cometeu um crime tão bárbaro continuar recebendo valores à custa da população, inclusive dos pais da Gisele, que pagam seus tributos. Vamos continuar em busca da justiça”, concluiu.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.