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ENTRETENIMENTO

Ancelotti, o campo grita: Não existe Copa do Mundo sem Endrick

Por Portal Leo Dias 01/04/2026 11:33
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Endrick certamente não é o atacante brasileiro que vive o melhor momento entre todos os convocados. Igor Thiago, do Brentford, é vice-artilheiro da Premier League, João Pedro, do Chelsea, vem logo atrás. Raphinha, do Barcelona, e Vini Jr., do Real Madrid, já são craques consolidados no futebol europeu, enquanto Martinelli, do Arsenal, é “figurinha carimbada” na Seleção.

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É bem verdade que Endrick voltou a viver bons momentos desde que chegou ao Lyon, da França – não à toa foi convocado – mas também é verdade que o campeonato francês não possui o mesmo nível enfrentado pelos seus “rivais” por uma vaga na copa.

Mas tem uma coisa que Endrick tem que nenhum dos nomes citados acima possui: ele não sente o peso da camisa da Seleção – e ainda por cima tem estrela que talvez só Vini e Raphinha possuam-.

Na coletiva de segunda-feira (30/03), Carlo Ancelotti jogou um balde de água fria na possibilidade de vermos o jovem jogador do Lyon na Copa do Mundo, projetando Endrick como o “futuro da Seleção” e praticamente descartando-o da lista final. Mas Endrick, como craque promissor que é, obrigou Ancelotti a repensar sua fala com aquilo que os jovens gostam de dizer: “aura”.

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Em cinco minutos, transformou um provável empate frustrante com a Croácia em uma vitória buscada “na unha”. Um pênalti sofrido e uma assistência que valeram muito mais do que os gols marcados por Bremer, Danilo Santos, Igor Thiago e Martinelli durante esta data FIFA.

Veja as fotosAbrir em tela cheia EndrickReprodução / YouTube Endrick brilha em vitória do Lyon na Ligue 1 / Reprodução: Instagram @endrick Endrick brilha em vitória do Lyon na Ligue 1 / Reprodução: Instagram @endrick Jornal espanhol destaca atuação de brasileiro no Lyon: “Tudo é mais fácil com Endrick”Reprodução/Instagram: @endrick Endrick estreia com a 9 do Real Madrid e negocia empréstimo ao LyonReprodução/Instagram: @endrick

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Ancelotti, inegavelmente, é um dos melhores técnicos do mundo – talvez até da história do futebol-. Seu currículo fala por si. Também não é possível negar que o italiano é o melhor dentre todos os 48 treinadores que estarão na Copa do Mundo. Mas Ancelotti tem um aspecto marcante em sua carreira que talvez não se encaixe na perspectiva brasileira e em um contexto de Mundial: conservadorismo.

Caro leitor, não me entenda mal, não estou entrando no campo político, e sim no sentido literal da palavra: o de “preservar”; não pular etapas; manter hierarquia; ou, em outras palavras, evitar a ousadia. Talvez, pensando do ponto de vista de uma perspectiva conservadora – mais uma vez, no sentido literal – convocar um jovem de 20 anos, que atua em uma liga que não é uma das melhores da Europa e tem ainda números modestos na carreira, faça sentido na cabeça do italiano.

Mas o campo grita. Endrick foi um dos poucos capazes de produzir reviravoltas com a camisa da Seleção durante o pobre ciclo de quatro anos do Brasil.

Endrick tem feitos marcantes: marcou na única vitória da Seleção contra a Inglaterra em Wembley logo em sua segunda partida com a amarelinha. Marcou o gol do empate contra a Espanha em pleno Santiago Bernabéu. Garantiu a vitória contra o México em uma amistoso truncado. E agora tira a Seleção do sufoco em um jogo que caminhava para a frustração contra a Croácia.

Endrick não precisa provar que tem estrela e que, numa Seleção onde os craques se acovardam – sim, estou falando de Vini e Raphinha – é um jovem que chama a responsabilidade. Não espero, de forma alguma, que Endrick faça uma Copa do Mundo espetacular, que seja o artilheiro e o craque da competição, até porque ainda está muito “cru” para isso.

Mas, em uma Copa do Mundo, é preciso apenas um jogo para se fazer história. Abdicar de ter um jogador capaz de fazer o que Endrick fez em jogos contra Inglaterra, Espanha, México e Croácia – repare, todos rivais que estarão na Copa – é abdicar do protagonismo.

Endrick talvez seja um dos jogadores mais injustiçados do futebol. Ignorado por Xabi Alonso no Real Madrid e preterido por muitas vezes na Seleção Brasileira. Que Ancelotti não cometa o erro – e a injustiça – que Dunga cometeu em 2010 ao não chamar Ganso e Neymar e convoque o jovem que pode ser o fiel da balança entre um time competivo e um time campeão.

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