A NASA lançou nesta quarta-feira (1º) a missão Artemis II, marcando o retorno de voos tripulados em direção à Lua após mais de cinco décadas. O foguete decolou do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, levando quatro astronautas a bordo da cápsula Orion.
A missão é considerada um teste fundamental para os próximos passos do programa Artemis, que pretende levar novamente humanos à superfície lunar até 2028. Durante a viagem, que deve durar cerca de dez dias, a tripulação realizará manobras e avaliações essenciais para futuras operações no espaço profundo.
Nas primeiras 24 horas, a cápsula permanecerá em órbita terrestre. Em seguida, os astronautas seguirão rumo à Lua, chegando a cerca de 7 mil quilômetros do satélite natural. Em determinado momento da missão, a nave passará pelo lado oculto da Lua, ficando cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra — um dos pontos mais críticos da jornada.

A bordo estão o comandante Reid Wiseman, além de Victor Glover, que se torna o primeiro homem negro em uma missão lunar, Christina Koch, a primeira mulher a participar de uma missão desse tipo, e Jeremy Hansen, o primeiro canadense a integrar uma viagem ao redor da Lua.
A nave Orion está acoplada ao foguete SLS, considerado o mais potente já construído, com cerca de 100 metros de altura. O objetivo principal é testar a capacidade do sistema de levar astronautas até a órbita lunar e trazê-los de volta com segurança.
O programa Artemis representa uma nova fase da exploração espacial, com planos de estabelecer uma base na Lua e ampliar o conhecimento sobre os efeitos da permanência humana fora da Terra. A iniciativa também reacende a corrida espacial no século XXI, em meio à disputa tecnológica entre grandes potências.
A última vez que astronautas viajaram à Lua foi em 1972, durante a missão Apollo 17. Desde então, nenhuma missão tripulada havia retornado ao satélite — cenário que agora começa a mudar com o avanço do Artemis.