Em sessão acalorada, Erika Hilton rebate críticas de deputadas: “Graças a Deus não as represento”
A reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, realizada nesta quarta-feira (8/4) na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi marcada por tensão, discussões acaloradas e acabou interrompida após um episódio de agressão verbal dentro do plenário. O clima se intensificou quando entrou em pauta uma moção de repúdio contra a presidente do colegiado, a deputada Erika Hilton (PSOL/SP). A iniciativa, apresentada por parlamentares de oposição, foi rejeitada pela maioria e a deputada se defendeu.
Durante os trabalhos, um homem presente no local passou a ofender verbalmente a deputada Clarissa Tércio (PP/PE), provocando reação imediata de parlamentares. O deputado Delegado Éder Mauro (PL/PA) derrubou o celular do agressor e pediu sua retirada. Inicialmente, houve hesitação sobre impedir o acesso do cidadão, mas, diante da situação, foi acionado o Departamento de Polícia Legislativa para conduzi-lo para fora da sala. A sessão foi encerrada para que os deputados acompanhassem a formalização de um boletim de ocorrência.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Sessão na Câmara terminou em confusão nesta quarta-feira (8/4)Reprodução: Câmara dos Deputados Sessão na Câmara terminou em confusão nesta quarta-feira (8/4)Reprodução: Câmara dos Deputados Clarissa Tércio (PP/PE)Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados Erika Hilton no “Roda Viva”Reprodução: TV Cultura Erika Hilton, deputada federalReprodução: Instagram/@hilton_erika
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Antes da confusão, os parlamentares chegaram a aprovar uma proposta que garante a participação de mulheres gestantes, mães ou casadas em concursos de beleza em todo o país.
Em meio ao ambiente de disputa política, Erika Hilton fez um pronunciamento firme em defesa de sua permanência no comando da comissão. A deputada rebateu críticas de colegas que afirmaram não se sentir representadas por sua atuação. Em resposta, afirmou não se incomodar com esse posicionamento e destacou sua trajetória até chegar ao cargo.
A parlamentar também abordou os ataques relacionados à sua identidade de gênero, classificando esse tipo de discurso como ultrapassado. Segundo ela, sua vivência e identidade não dependem da validação de terceiros.