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Estado investe R$ 8,5 milhões e inicia ano letivo em escolas indígenas do Acre

Foto: Mardilson Gomes/SEE

O governo do Acre deu início, nesta segunda-feira (13), ao ano letivo de 2026 nas comunidades indígenas, enfrentando desafios logísticos típicos da região amazônica para garantir o funcionamento das escolas. Em muitos casos, o acesso às aldeias exige longas viagens por rios e varadouros, o que impacta diretamente o transporte de materiais e a execução de obras.

Para assegurar o funcionamento das unidades, o Estado investiu cerca de R$ 8,5 milhões na manutenção e revitalização da infraestrutura escolar em territórios indígenas. Os recursos permitiram a realização de reparos em diversas escolas, além da conclusão de unidades como as escolas Tkastshi e Ushe, no município de Assis Brasil.

O transporte de insumos como cimento, telhas e mobiliário segue o chamado “Custo Amazônia”, em que os materiais precisam ser levados durante o período de cheia dos rios para que as obras sejam executadas na seca. Mesmo com turmas pequenas, muitas vezes com menos de 15 alunos, o governo mantém as escolas em funcionamento como forma de garantir acesso à educação e fortalecer a identidade dos povos indígenas.

Foto: Reprodução

Segundo o secretário de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, a manutenção dessas escolas vai além de questões financeiras. Ele destaca que a orientação é garantir que o ensino chegue a todos, independentemente das dificuldades impostas pela geografia da região.

Para atender às comunidades, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) também realiza a convocação de professores aprovados em processos seletivos específicos. O ensino nas aldeias segue um modelo diferenciado, com currículo bilíngue e calendário flexível, respeitando os ciclos da natureza e as tradições culturais de cada povo.

Atualmente, a rede estadual conta com 125 escolas indígenas, que atendem cerca de seis mil estudantes em todo o Acre.

A iniciativa reforça a necessidade de adaptação às condições da Amazônia para garantir o direito à educação, levando ensino às comunidades mais isoladas e respeitando suas particularidades culturais.

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