A exploração madeireira no estado do Acre apresentou uma queda significativa de 49% entre agosto de 2023 e julho de 2024, em comparação com o período anterior. Os dados são do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), desenvolvido pelo Imazon.
De acordo com o levantamento, foram mapeados cerca de 5,3 mil hectares com atividade madeireira no período analisado. Além da redução expressiva, o estudo destaca que toda a exploração registrada ocorreu em áreas autorizadas, o que indica avanço no controle e na regularização da atividade no estado.

Controle e regularidade
O resultado aponta para um cenário de maior fiscalização e cumprimento das normas ambientais, com a exploração concentrada principalmente em imóveis rurais privados devidamente regularizados. A ausência de registros de exploração não autorizada reforça o papel das políticas públicas e dos mecanismos de monitoramento no combate a práticas ilegais.
Comparativo histórico
Dados históricos mostram que a atividade madeireira no estado vinha apresentando oscilações nos últimos anos, com picos e quedas entre 2020 e 2023. No entanto, o período mais recente se destaca pela combinação de redução na área explorada e maior conformidade legal.
Dados importantes
Dados do Projeto de Monitoramento e Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), apontam que a taxa registrada no período de agosto de 2024 a julho de 2025 superou em 43% a meta estabelecida para 2025 no Plano de Prevenção, Controle de Desmatamento e de Queimadas do Acre (PPCDQ).
A área de desmatamento projetada pelo Plano era de aproximadamente 572 km ², no entanto, o total registrado ficou em torno de 320 km², indicando uma redução de 252 km² de área degradada em relação ao limite previsto.
Monitoramento contínuo
O Simex utiliza imagens de satélite e análise técnica para identificar áreas de exploração florestal na Amazônia Legal, contribuindo para a transparência e o acompanhamento da atividade. As informações subsidiam ações de fiscalização e políticas de preservação ambiental.
Fortalecimento do licenciamento ambiental e avanço no controle da exploração madeireira
Para o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, os dados comprovam o fortalecimento do licenciamento ambiental no estado e a consolidação de uma política voltada à promoção da conformidade no setor produtivo.
Foto: Diego Gurgel/Secom
“Esse resultado consolida o avanço de uma política pública construída com planejamento estratégico e atuação integrada entre os órgãos ambientais. A redução de 49% na exploração madeireira, aliada ao fato de que toda a atividade identificada ocorreu exclusivamente em áreas autorizadas, demonstra que o Acre está avançando de forma concreta na qualificação do licenciamento ambiental e o manejo sustentável, explicou.
Segundo Carvalho, mais do que coibir ilícitos, o Imac está estruturando um ambiente de segurança jurídica para quem produz de forma regular. “Temos investido na orientação técnica, na realização de mutirões para regularização ambiental e na ampliação do acesso ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), garantindo que produtores possam se adequar às exigências legais e acessar políticas públicas’ salientou.
“Reforçando esse compromisso, em 2026 estamos intensificando ainda mais esse trabalho, com o fortalecimento das ações de campo e de inteligência territorial, por meio da Operação Amburana, em apenas sete dias de operação, foram apreendidos 24 metros cúbicos de madeira ilegal, resultado que evidencia a presença ativa e firme do Estado no combate às irregularidades”, concluiu Leonardo.
Fiscalização
O presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Hassem, comentou sobre a redução dos índices de exploração madeireira. “A redução da exploração de madeira no Acre demonstra que o fortalecimento da fiscalização contra os ilícitos ambientais, aliado ao avanço dos processos de licenciamento e monitoramento, tem gerado resultados concretos na proteção dos nossos recursos florestais” afirmou.
Segundo Hassem, o Imac segue atuando com responsabilidade para garantir que a atividade madeireira ocorra dentro da legalidade, promovendo o uso sustentável das florestas e combatendo práticas ilegais que causam danos ambientais e prejuízos à sociedade. “Nosso compromisso é desenvolver economicamente o estado de forma sustentável”, ressaltou o gestor.
Via SECOM