Mensagens falsas voltaram a circular nas redes sociais espalhando desinformação sobre a vacina contra a gripe. As publicações afirmam, sem qualquer comprovação científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria doença o que não é verdade.
A vacina contra a influenza, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, possui eficácia comprovada na prevenção de casos graves, internações e mortes, principalmente entre grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.
Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina utilizada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) é do tipo trivalente, protegendo contra os principais vírus influenza em circulação. O imunizante é recomendado pelo Ministério da Saúde e segue padrões internacionais estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Especialistas explicam que a vacina é produzida com vírus inativados, ou seja, incapazes de provocar a doença. Portanto, é falso afirmar que a imunização causa gripe ou agrava os sintomas.
A confusão ocorre, muitas vezes, porque o período de vacinação coincide com o aumento de outras doenças respiratórias, como resfriados e infecções virais. Pessoas vacinadas podem contrair esses outros vírus e apresentar sintomas semelhantes, o que gera a impressão equivocada de que a vacina não funcionou.
Na prática, a vacinação reduz significativamente o risco de complicações graves e óbitos. Por isso, a imunização anual é essencial, já que a composição da vacina é atualizada todos os anos para acompanhar as variantes mais recentes do vírus.
O Ministério da Saúde também mantém vigilância constante sobre novas variantes da influenza, reforçando a importância da vacinação como principal estratégia de proteção coletiva.
Diante disso, autoridades de saúde alertam a população para não compartilhar informações falsas e sempre buscar conteúdos em fontes oficiais antes de repassar qualquer mensagem.

