Ícone do site YacoNews

Folha aponta viagens de Moraes em jatos ligados a empresas de Vorcaro; ministro nega irregularidades

Foto: Reprodução / Metrópoles

Uma reportagem divulgada pela Folha de S.Paulo afirma que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam utilizado ao menos oito vezes aeronaves executivas vinculadas a empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo o levantamento, baseado em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), os voos teriam ocorrido entre maio e outubro de 2025, a partir do terminal executivo do Aeroporto de Brasília.

A maioria das viagens, conforme a apuração, foi realizada em aeronaves operadas pela empresa Prime Aviation, da qual Vorcaro foi sócio até setembro de 2025. Ainda de acordo com a reportagem, um dos voos teria ocorrido em um avião que possui entre os sócios o empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Os dados teriam sido obtidos a partir do cruzamento de registros de embarque no terminal executivo, informações de voos e consultas ao Registro Aeronáutico Brasileiro.

Entre os episódios citados estão viagens em datas como 16, 22 e 29 de maio, além de deslocamentos em julho, agosto e outubro de 2025, geralmente com destino a aeroportos em São Paulo utilizados por jatos executivos.

Em nota enviada à imprensa, o gabinete de Alexandre de Moraes negou as informações e classificou a reportagem como “fantasiosa”. Segundo o ministro, ele “jamais viajou em aeronaves de Daniel Vorcaro ou em sua companhia”, afirmando ainda que não conhece Fabiano Zettel.

Já o escritório Barci de Moraes informou que contratou serviços de diferentes operadores de táxi aéreo, incluindo a empresa citada, mas ressaltou que Vorcaro e Zettel não estavam presentes nos voos mencionados.

A matéria também destaca que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes foi contratado pelo Banco Master, em abril de 2024, por cerca de R$ 129 milhões.

Até o momento, não há confirmação oficial independente sobre as viagens, e o caso segue gerando repercussão.

Com informações do Metrópoles e IG.
Sair da versão mobile