Quatro governadores e três prefeitos de capitais da Região Norte deixaram seus cargos para disputar as eleições de 2026. As renúncias seguem a legislação eleitoral, que determina o afastamento de chefes do Executivo até seis meses antes do pleito. O prazo terminou no último sábado (4).
A medida tem como objetivo evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas durante o período eleitoral.
Entre os governadores que deixaram os cargos estão Gladson Cameli (Acre), Wilson Lima (Amazonas), Helder Barbalho (Pará) e Antonio Denarium (Roraima). A maioria deve concorrer a uma vaga no Senado Federal, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa neste ano.
Por outro lado, governadores que pretendem disputar a reeleição não precisam deixar o cargo. É o caso de Clécio Luís. A regra também se aplica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso opte por tentar um novo mandato.
Há ainda gestores que decidiram permanecer no cargo e não devem participar das eleições deste ano, como Marcos Rocha e Wanderlei Barbosa.
No âmbito municipal, também deixaram os cargos os prefeitos David Almeida (Manaus), Tião Bocalom (Rio Branco) e Arthur Henrique (Boa Vista), que devem disputar os governos estaduais.
Com as saídas, os cargos passam a ser ocupados pelos vices até o fim dos mandatos. Um caso específico ocorre no Amazonas: após as renúncias de Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) deverá realizar uma eleição indireta em até 30 dias para definir o novo governador. Até lá, o presidente da Casa, Roberto Cidade, assume interinamente o comando do estado.

