Ícone do site YacoNews

Jovem paraplégica é a primeira a receber tratamento experimental com polilaminina no Tocantins

Foto: Bruno Lacerda - Governo do Estado

A jovem Sindy Mirela Santos Silva, de 21 anos, se tornou a primeira paciente do Tocantins a receber um tratamento experimental com polilaminina, substância que pode ajudar na recuperação de lesões na medula espinhal. O procedimento foi realizado na quinta-feira (2), no Hospital Geral de Palmas.

Sindy ficou paraplégica após um grave acidente de carro ocorrido em janeiro deste ano. Desde então, a família vinha enfrentando um período de incertezas, agora amenizado pela possibilidade de melhora com a nova técnica.

Emocionada, a jovem destacou a importância do momento e a esperança de que o tratamento beneficie outras pessoas. Para ela, a experiência representa uma chance de recomeço e avanço na medicina.

Como funciona o procedimento

A aplicação da polilaminina é feita diretamente na região da lesão, com o auxílio de exames de imagem para garantir precisão. O método é considerado pouco invasivo, já que não exige cirurgia aberta — apenas uma injeção guiada na coluna, com o paciente sob sedação leve.

Segundo o neurocirurgião Luiz Felipe Lobo Ferreira, a técnica permite atingir exatamente o ponto afetado na medula, aumentando as chances de resposta ao tratamento.

O médico Arthur Luiz Freitas Forte, que participa da equipe responsável pelo estudo, explica que a substância atua na proteção e possível regeneração dos neurônios lesionados, além de preservar células ainda saudáveis.

Pesquisa desenvolvida há décadas

A polilaminina é uma versão sintética da laminina, proteína naturalmente produzida pelo organismo e essencial para o funcionamento do sistema nervoso. O estudo é conduzido há quase 30 anos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A substância atua na recuperação dos axônios — estruturas responsáveis por transmitir sinais entre os neurônios —, o que pode contribuir para ganhos de movimento, maior controle corporal e melhoria na qualidade de vida dos pacientes.

Apesar das expectativas positivas, os especialistas destacam que o tratamento ainda é experimental e não representa uma cura, mas sim uma possibilidade de avanço funcional e autonomia para pessoas com lesões na medula.

Informações via g1.
Sair da versão mobile