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POLICIAL

MPAC denuncia 14 pessoas na Operação Inceptio e prende líder de grupo criminoso no Acre

Por Redação 16/04/2026 16:25 Atualizado em 16/04/2026 21:55
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra 14 pessoas investigadas na Operação Inceptio e obteve a prisão preventiva de um dos denunciados, apontado como liderança do grupo criminoso, em Rio Branco.

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A investigação começou após a apreensão de aproximadamente 167 quilos de cocaína, escondidos em um caminhão interceptado pela Polícia Federal em 2021, durante transporte interestadual da droga com saída do Acre e destino ao Nordeste. A partir desse caso, as apurações foram ampliadas e levaram à identificação de um grupo organizado voltado ao tráfico de entorpecentes e à lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes. A organização era responsável pelo envio de drogas para outros estados, pela negociação dos entorpecentes e pela movimentação do dinheiro obtido com a atividade criminosa, buscando ocultar a origem dos valores.

As investigações também apontam que os envolvidos usavam termos codificados em conversas para tratar das atividades ilegais, além de realizarem negociações e pagamentos ligados ao tráfico, com movimentação de valores elevados.

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Em setembro de 2025, cinco dos investigados chegaram a ser presos durante operação conduzida pela Polícia Federal. Posteriormente, foram colocados em liberdade com a imposição de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Prisão de empresário apontado como líder

A denúncia aponta que um empresário exercia papel de liderança no grupo, atuando na coordenação das atividades, na articulação entre os envolvidos e na gestão dos recursos provenientes dos crimes.

No curso da ação penal, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do denunciado. O pedido considerou a função de liderança exercida por ele, a continuidade das atividades criminosas e a necessidade de interromper a atuação do grupo.

Além disso, conforme registrado nos autos, a medida foi considerada necessária porque outras alternativas não foram suficientes, já que o denunciado rompeu a tornozeleira de monitoramento eletrônico que havia sido anteriormente imposta.

A denúncia foi recebida pela Justiça, e o juízo da Vara de Organizações Criminosas acolheu o pedido do MPAC, decretando a prisão preventiva. Após a realização de audiência de custódia, a medida foi mantida.

Na decisão, o magistrado destacou a gravidade dos fatos e o papel exercido pelo empresário na estrutura do grupo, com atuação na liderança e na coordenação das atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes e à lavagem de dinheiro.

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